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Economia Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026, 13:30 - A | A

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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026, 13h:30 - A | A

Abecip eleva projeção de alta nos financiamentos imobiliários neste ano de 16% para 25%

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Os bancos subiram as projeções de alta para o volume de financiamentos imobiliários em 2026, passando de 16% para 25%. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e foram antecipados para o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) nesta segunda-feira, 24.

A previsão atualizada é que o setor vai totalizar R$ 410 bilhões em financiamentos para a compra e para a produção de moradias em 2026. A nova estimativa representa uma injeção extra de R$ 35 bilhões na comparação com a previsão anterior, de R$ 375 bilhões, divulgada em janeiro.

A nova estimativa também confirma a trajetória de crescimento do crédito imobiliário na comparação com 2025, quando totalizou R$ 328 bilhões.

A atualização pela Abecip ocorreu após o desempenho acima do esperado no primeiro semestre e após a atualização dos recursos disponíveis para o financiamento habitacional. Entre janeiro e junho, as concessões de crédito imobiliário somaram R$ 180,9 bilhões, alta de 23% sobre o mesmo período do ano passado.

"O primeiro semestre mostrou que a demanda por financiamento imobiliário continua consistente, mesmo em um ambiente de juros elevados. O desempenho do SBPE crédito com origem nas cadernetas de poupança e a ampliação dos recursos destinados à habitação nos permitiram revisar as nossas estimativas", afirmou o presidente da Abecip, Michel Cury, em nota.

Considerando todas as modalidades de crédito imobiliário, o maior crescimento nas projeções ocorreu na linha que atende o Minha Casa Minha Vida (MCMV) - com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do fundo social do pré-sal. Aqui, a projeção de alta nos financiamentos foi revista de 5% para 38%, com a estimativa passando de R$ 145 bilhões para R$ 195 bilhões neste ano. Um fator relevante para a revisão da projeção foi a ampliação dos recursos destinados ao crédito habitacional por meio do orçamento desses fundos, apontou o presidente da Abecip.

No Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) - crédito com origem nas cadernetas de poupança - a previsão de alta aumentou de 15% para 18%, indo de R$ 180 bilhões para R$ 185 bilhões.

Ja no caso dos financiamentos realizados com recursos livres dos bancos, houve um corte expressivo. A expectativa inicial de alta de 66% foi revista e agora passa a ser de estabilidade. Em termos nominais, a previsão é que o volume de financiamentos fique em R$ 31 bilhões em vez dos R$ 51 bilhões originalmente previstos.

O presidente da Abecip acrescentou, na nota, que o conjunto das revisões consolida uma perspectiva mais favorável para o mercado. Além da alta do crédito, indicadores como emprego e renda seguem contribuindo para sustentar a demanda habitacional. Por outro lado, o nível elevado das taxas de juros continua sendo um dos principais fatores de atenção para a evolução das concessões nos próximos meses.

(Com Agência Estado)

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