Cuiabanália Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011, 11:29 - A | A

Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011, 11h:29 - A | A

CINEMA NA TELA

No terceiro dia do Festival de Cinema será exibido documentário sobre o Vidigal

Nesta quarta-feira (26) serão exibidos ao público 15 produções da cinematografia nacional

DA REDAÇÃO

Divulgação

Copa Vidigal é o documentário que será exibido nesta quarta-feira (26) no 18º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá - Cinemato

18ª edição do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá – Cinemato – vai para terceiro dia nesta quarta-feira (26) atraindo cinéfilos para as Mostras Competitivas de Vídeos, Curtas, Médias e Longas Metragens. Filme desta noite 'Copa Vidigal' mostra um documentário sobre campeonato de futebol de favelas.

Amanhã, quarta-feira (26), os alunos vão conferir, a partir das 14h30, ‘5x Favela - Agora por nós mesmos’, dirigido por Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra e Manaíra Carneiro. A produção carioca é composta por cinco histórias independentes entre si, cômicas e trágicas, que refletem as múltiplas faces do cotidiano dos moradores das favelas e fogem dos estereótipos violentos que costumam se perpetuar na representação da vida nas comunidades.
 
A produção mato-grossense ganha a tela numa ação específica: Mostra Vídeos do Mato, a partir das 16h30. Serão exibidos ‘Boneca de Neusa’, de Luzo Reis e Thiago Costa, ‘É Kalom, Olhares Ciganos’, de Aluízio Azevedo e ‘Bra$ill Real’, de Nina Menezes Ricci. ‘Boneca de Neusa’ conta a história de Neusa, um travesti à moda antiga, que vive um momento difícil: é velha, orgulhosa e romântica demais para aceitar a realidade que lhe interpela todos os dias.
 
 ‘É Kalom, Olhares Ciganos’ retrata a saga dos ciganos, considerados um das nações mais exóticas do mundo, devido ao misterioso universo cultural. O vídeo mostra a vida e o cotidiano de um grupo Kalon, formado por cerca de 200 pessoas, que vivem e percorrem o estado de Mato Grosso há mais de 80 anos. Fé, valores, conhecimentos e maneira de viver são os fios condutores do vídeo, aspectos enfocados pelos próprios membros do grupo. O objetivo foi mostrar como enxergam as passagens da vida em seus rituais, além de contos e mitos, mesclando-os com as interpretações e vivências da vida cotidiana atual, que se faz mestiça.
 
‘Bra$ill Real’ faz um recorte da trajetória de Dona Eulália, brasileira, que faz parte de uma geração que assistiu de camarote o salto político, econômico e social brasileiro. Enquanto muitos apenas reclamavam da situação, ela abriu os olhos cedo e foi lutar por aquilo que temos de mais precioso: o direito de ser feliz. A condição social ruim ou o cansaço jamais serviram como motivo para desistência. Ela persistiu, trabalhou duro, e hoje é dona de seu próprio destino! Além disso, tem uma renda mensal de surpreender e dar inveja em muita gente! O nosso país é uma terra rica. Rica de investimentos, rica de belezas naturais e especialmente rica de pessoas como Dona Eulália, assim tão brasileirinhas. Aqui, o país e o seu povo andam de mãos dadas, dependem um do outro e crescem feito irmãos.
 
Segundo o idealizador do festival, Luiz Borges, outra preocupação do é estimular a discussão sobre a produção audiovisual e amadurecer o conhecimento sobre a sétima arte. Para isso, o Cinemato apresenta o projeto Cinema em Pauta. Ao cair da tarde, todos os dias, às 18h é o momento de pensar, discutir e refletir sobre os filmes apresentados na noite anterior.
 
“Sempre incentivamos o diálogo entre o realizador e o público como forma de enriquecer o conhecimento sobre as linguagens cinematográficas, as temáticas abordadas, as influências culturais, entre outros”, destaca, acrescentando que a ação também busca promover a troca de experiências entre os profissionais do audiovisual mato-grossense, os realizadores participantes do festival e estudantes de comunicação para a busca de novas alternativas de produção e de processos criativos.
 
Participam do debate os representantes dos filmes ‘Elogio da Graça’, ‘Pcycle’, ‘Acercadacana’, ‘A obscena senhora D’ e ‘Hoje’.

MOSTRA COMPETITIVA

A Mostra Competitiva de Vídeo traz ‘Eu tenho a palavra’, de Lilian Solá Santiago, 25’. O documentário traz uma viagem linguística em busca das origens africanas da cultura brasileira. O antigo reino do Congo foi a origem da maioria dos africanos escravizados no Brasil, que, no cativeiro, criaram diversos dialetos para que pudessem se comunicar livremente, dentre os quais a “língua do negro da Costa” ainda é preservada na comunidade remanescente de quilombo de Tabatinga (Bom Despacho, MG). O idioma é composto por um português rural do Brasil-Colônia e línguas do grupo Banto, com predomínio do quimbundo e mbundo, faladas até hoje em Angola. Dois personagens – um falante da “língua do negro da Costa” e outro de quimbundo e mbundo – são os guias nessa viagem transoceânica de reconhecimento.
 
Na Mostra de Curtas Metragens, duas produções ‘Taba’ e ‘Ivan’. Taba, documentário, 16’, é coletivo de oca.  Na narrativa do diretor Marcos Pimentel, os novos guerreiros urbanos improvisam diariamente por ruas e ruínas. Representantes de diferentes tribos experimentam suas guerras cotidianas pela sobrevivência habitando um território desigual e em contínuo desequilíbrio. Um documentário que desnuda os contrastes e contradições que a vida na cidade nos reserva.
 
Já o segundo curta da noite, ‘Ivan’, de Fernando Rick, é uma ficção sobre o personagem Ivan: um ator de teatro decadente que precisa entregar panfletos vestido de personagem de desenho animado para pagar suas contas. Vive em um cortiço imundo com seus únicos amigos, um travesti chamado Darlene Starr e Jone Jackson, um rapaz que ganha a vida como Michael Jackson cover. Seu cotidiano é rodeado por pobreza e miséria, mas um dia Ivan tem uma iluminação que mudará a sua vida e a das pessoas a sua volta.
 
A Mostra Competitiva de Média Metragem exibe ‘Musa Impassível’, de Marcela Lordy. O filme conta a história de  Adrine, neta de armênios, e Edivaldo  filho de pernambucanos. Ela tem TOC e aspira à imobilidade. Ele tem ausências que o paralisam completamente. É casada com Adilson, um homem embrutecido que não suporta ser tocado pela mulher. Edivaldo quer casar-se com Gladis,  improvável aspirante ao mundo fashion. Adrine deseja não ser notada. Edivaldo precisa ‘ser alguém’ para reconquistar sua noiva. Numa manhã, as vidas de Edivaldo e Adrine se cruzam na região da Luz por causa de uma laranja quase madura. Entre monumentos históricos, esculturas, pessoas de origens e sonhos diversos, Edivaldo e Adrine compartilham uma jornada de reconhecimento e aceitação sem imaginar que o que vivem, na verdade, é a mais antiga e necessária das histórias: uma história de amor

O longa de hoje é Copa Vidial, documentário de Luciano Vidigal. Campeonato de futebol de favelas organizado pelo professor de futebol Cypa, no morro do Vidigal, Rio de janeiro, com o objetivo de resgatar a paz através do esporte, numa área que estava traumatizada com uma recente guerra entre traficantes.

SERVIÇO

Local: Cine Teatro Cuiabá, Rua Getúlio Vargas
14h30 Sessão para Cinema Escola
A partir das 16h30 Vídeos do Mato
19h00 mostra competitiva

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