Com um arsenal pronto para gerar polêmica, a tese de que Adolf Hitler teria vivido na cidade mato-grossense de Nossa Senhora do Livramento após a II Guerra Mundial, e divulgada pelo HiperNotícias no último sábado (18), está dividindo a opinião de historiadores locais.
A tese defendida pela historiadora Simone Dias, que afirma que Hitler viveu, morreu e foi enterrado em Livramento, já bem idoso, faz todo sentido para o professor de História, Aníbal Alencastro. Mesmo afirmando não conhecer de perto os documentos da colega historiadora, Aníbal garante que durante o mandado do presidente Getúlio Vargas, entre 1937 e 1945, no Estado Novo, foi descoberto que Hitler tinha um plano de trazer vários nazistas para o Brasil, mais especificamente para a região central do país, e iniciar um novo povoamento somente com pessoas da raça ariana.
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Aníbal garante que, se Simone chegou à conclusão de que Hitler esteve por aqui, com certeza ele veio na época do Estado Novo. “Eu não duvido de fatos que são provenientes de estudos. Hitler queria vir para o Centro Oeste montar a raça ariana aqui e, se a historiadora conta em um livro que ele morou e morreu aqui, com certeza é um caso para pesquisar, sim", diz Aníbal Alencastro, que é membro do Instituto Histórico de Mato Grosso.
Segundo ele, um dos motivos por que Getúlio Vargas criou a "marcha para o Oeste", incentivando a migração de sulistas para o Centro-Oeste brasileiro, era evitar a vinda de nazistas para os estados da região.
Lendo a reportagem feita com a escritora Simone Dias, o professor de história da rede pública estadual, Domingos Lima, por sua vez, contestou a colega. Segundo ele, a vida de Hitler se passa na Alemanha e, de resto, nada é confirmado. “O que sei de Hitler se passa na Alemanha. Sei também que ele, para não se submeter ao Tribunal de Nuremberg (criado para julgar os crimes dos nazistas durante a II Guerra Mundial), se suicidou dentro do quartel general”, diz Domingos Lima.
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A tese também dividiu a opinião dos leitores do Hipernotícias: há quem conteste, há quem acredite e há também aqueles que preferem aguardar o resultado de um exame de DNA que irá comparar os ossos de um “alemão velho” que viveu em Livramento com o material de algum familiar de Hitler.
Simone Dias deve viajar ainda neste semestre para a Alemanha, onde já conseguiu um parente do carrasco alemão que topou fazer o exame que vai pôr fim ou, quem sabe, colocar ainda mais lenha na fogueira que acendeu a curiosa polêmica.
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CELSON 18/02/2014
HITLER ERA ALEMÃO E RACISTA, COMO PODE CASAR COM UMA DESCENDENTE DE AFRICANA???????????????
José Edir 24/01/2014
Joseph Barbosa de Sá, primeiro historiador de Mato Grosso, era advogado. Se existissem mais bons historiadores como o Aníbal, certamente a história e cultura de Mato Grosso sairia ganhando.
Gilmar Maldonado Roman 23/01/2014
Li muito sobre a vida de Hitler. Todas as informações dão conta de que ele suicidou em 1945 ao final da 2.ª Gerra Mundial na Alemanha. Portanto a tese da Sra. Simone está muito distante de ser apreciada.
Candelaria montheiro campos 21/01/2014
O Sr Aníbal é GEÓGRAFO, porém, um grande contador de estórias.
Jeremias 21/01/2014
Conheci o enfermeiro q cuidou dele. A Irma polonesa arrancou-lhe o bigodin fio a fio com alicate e depois uma perna. Foi pintado de preto e rebatizado com o nome de Saci Perere Junior.
Lauro Portela 21/01/2014
Aníbal sequer é formado em História. No máximo é "especulador"...
6 comentários