Copa Pantanal Segunda-feira, 07 de Novembro de 2011, 15:23 - A | A

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ROLETA RUSSA

Fim do contrato com Global Tech não encerra investigação, afirmam parlamentares

Senador Pedro Taques elogio iniciativa do Governo do Estado em anular compra de equipamentos feitos por meio da Agecopa, assinada por Eder Moraes, mas defende que tudo seja investigado

PAULO COELHO

 

Mayke Toscano/Hipernotícias

Mesmo elogiando Governo pelo fato da anulação do contrato, senador avalia que investigações devem continuar pelo MPE

 

O cancelamento do contrato com Global Tech, não significa “passar a borracha em cima de um erro” e ainda há muito que se explicar, especialmente sobre a dispensa de licitação e a aplicação dos R$ 2,1 milhões iniciais, dados como garantia pelo Estado na negociação para compra das 10 Land Rovers equipadas com mecanismos tecnológicos de monitoramento móvel, com vistas à segurança da fronteira de Mato Grosso com a Bolívia, numa faixa de 720 quilômetros de território seco.

A opinião é do senador Pedro Taques (PDT) que, mesmo parabenizando o governo pela anulação do contrato, enaltece a importância de uma fiscalização rigorosa sobre o assunto.

“Que fique a lição de como se fazer um procedimento como esse cumprindo à risca a lei das licitações, ao que parece o Ministério Público já adiantou que vai investigar e esse é um ótimo sinal”, sinaliza Taques.

Cético, o deputado estadual Percival Muniz (PPS) ainda avalia a ação do governo, na relação com a Global Tech. “Quero ver se realmente houve o cancelamento ou se é uma coisa só para aparecer na mídia e, depois, ainda estou aguardando resposta sobre meu requerimento pedindo informações sobre esses contratos, esses valores e a dispensa de licitação”, lembra Percival, acrescentando que o prazo para entrega desta resposta vence esta semana.

Muniz também salientou que a ida do secretário da Copa de 2014, Eder Moraes, e do adjunto de Projetos Especiais, Jeferson de Castro, à Assembleia com intuito de dar explicações não foram suficientemente esclarecedoras.

“Foram apenas explicações genéricas, quero detalhes sobre valores, sobre a dispensa, eles mal sabiam quais os componentes que integravam as Land Rovers”, argumenta.

O parlamentar também faz coro às indagações do presidente da Comissão de Segurança da Assembleia, Walter Rabello (PSD), que denunciou a falta informações nos balancetes da Agecopa e da Secopa, especialmente sobre a o sinal (caução) de R$ 2,1 milhões que não aparecem nos documentos já enviados pelo secretário Eder Moraes a Rabello.

“ Não souberam responder nem isso, não há explicações lá”, atesta Percival.

Walter Rabello também discorre na linha de opinião do senador Pedro Taques e não vê no cancelamento do contrato, a resolução do impasse.

“Houve um crime, mentiram para a opinião pública sobre a autorização do Exército para a aquisição e uso desses equipamentos e só agora que a farsa foi descoberta é que cancelaram o contrato, mas ainda há muito que se explicar sobre essa dispensa de licitação, sobre os responsáveis por esses erros”, critica o deputado Rabello, prometendo levar adiante os questionamentos inclusive, por meio da tribuna da Assembleia.

PT

Já para o presidente da Comissão de Constituição e Justiça(CCJ) do Legislativo, Ademir Brunetto (PT), o governo agiu de forma acertada ao cancelar o contrato, mas se equivocou quando decidiu aplicar R$ 14,1 milhões dos próprios cofres na segurança de fronteira.

“Acho que se fizessem bons projetos nesse valor, o dinheiro poderia vir do governo federal que tem muito dinheiro para investir nessa área”, avalia o petista.

Para Brunetto, a dispensa de licitação ficou mal explicada por Eder e Jeferson de Castro junto aos parlamentares e que, agora, a licitação deve ser conduzida pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp).

O cancelamento contratual ainda não foi publicado no Diário Oficial do Estado.

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