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Cidades Quinta-feira, 01 de Dezembro de 2016, 07:59 - A | A

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Quinta-feira, 01 de Dezembro de 2016, 07h:59 - A | A

TÁXI ALTERNATIVO

Taxistas estão preocupados com a implementação do serviço Uber em Cuiabá

JESSICA BACHEGA

Os taxistas cuiabanos recebem com preocupação as notícias da implementação do Uber na capital. Representantes do sistema de transporte privado Uber realizaram, nesta semana, reunião com motoristas interessados em fazer parte da empresa que deve começar a atuar em Cuiabá a partir de dezembro.

 

Reprodução

Uber

 

No convite disponibilizado página do Uber, na rede social facebook, os representantes relatam que o objetivo da reunião, neste momento, é esclarecer os motoristas sobre a documentação necessária para integrar a frota e o método de trabalho da empresa.

 

Uber é uma empresa multinacional americana de transporte privado urbano. Com a facilidade de utilizar um aplicativo para comunicação entre o passageiro e motorista particular associado ao Uber, ela tem conquistado cada vez mais adeptos pelo conforto e tarifas menores que a do táxi convencional.  

 

Em todo o Brasil são recorrentes os registros de casos de motoristas ameaçados ou agredidos por taxistas. Eles alegam que a concorrência com os motoristas acionados pelo aplicativo é desleal. 

 

Conforme o diretor do Sindicato dos Taxistas, Aelson Alves, a concorrência com Uber é desleal. “Se você tem um carro em bom estado, você pode desempenhar seu trabalho normal em um turno e baixar o aplicativo para trabalhar como motorista em outro horário”, diz.

 

Ele classifica como “clandestino” o modelo de transporte. Segundo o dirigente sindical, em Cuiabá não há padrão nenhum para o trabalho. “Eu fui na reunião para saber como era e comparo isso ao que foi a Telexfree. Eles apenas querem que tenha um carro em bom estado, qualquer carro pode ser. E falam que se você levar mais uma pessoa e já tem um bônus de R$ 300”, ressalta.

 

O diretor menciona também que muitas pessoas reclamaram do atendimento fornecido pelos taxistas logo após um grande show na capital. Ele cita um caso específico no qual uma das usuárias de táxis narrou em rede social ter sido agredida por um taxista. “Eu  como líder sindical achei muito suspeito esse episódio. A moça contou em sua página que saiu do táxi e o motorista correu atrás dela. Isso aconteceu uma semana antes do pessoal fazer a reunião aqui”, relatou Aelson.

 

Ele relatou que em 10 anos como taxista nunca ouviu falar de situação semelhante. “Isso coincide com a semana em que o pessoal iria fazer reunião aqui”, afirma.

 

Segundo o taxista, o período de crise pelo qual o país passa tem prejudicado muito os profissionais. Aelson estima que o volume de corridas caiu entre 30% e 40% e com a chegada do Uber a situação dos motoristas se agravará ainda mais.”Estamos preocupados. A categoria está atenta, mas nós estamos prontos para enfrentar o Uber”, relata.

 

O administrador da Fan Page do Uber Cuiabá, na qual circulam informações sobre as reuniões e implementação do sistema de transporte foi procurado, mas não respondeu às mensagens.

 

Projeto arquivado

Em agosto no ano passado o deputado Emanuel Pinheiro (PMDB) propôs um projeto de lei proibindo o uso de veículos particulares para o transporte de terceiros de forma remunerada e fazendo uso de aplicativos de celulares, como é o  Uber.

 

No projeto, o parlamentar argumenta que a o serviço estaria em desacordo com a lei.

 

“No que tange ao uso de aplicativos para a oferta de transporte remunerado em carros particulares, ressaltamos que essa é uma atividade privativa dos profissionais taxistas, portadores de certificação específica para exercer a profissão, emitida pelo órgão competente da localidade da prestação do serviço, conforme Lei Federal N° 12.468, de 26/agosto/2011 que regulamenta a profissão”, diz trecho do projeto.

 

O deputado argumenta ainda que a aprovação do projeto seria pertinente “para evitar a proliferação de serviços que possam colocar em risco os usuários e criar novos subterfúgios para a atuação de profissionais e veículos clandestinos”.

 

O projeto de lei foi arquivado em setembro de 2015 a pedido do deputado.

 

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