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Cidades Sábado, 22 de Agosto de 2026, 12:11 - A | A

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VEJA BAIRROS

Quase 90% das pessoas que vivem em favelas em MT estão em Cuiabá

Os dados fazem parte do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

DA REDAÇÃO

Chico Ferreira/Gazeta Digital

Favela em Mato Grosso

Dos quase 82 mil moradores de favelas e comunidades urbanas registrados em Mato Grosso, 72.224 vivem em Cuiabá (88%), o que significa que quase nove em cada dez estão residindo na Capital. Os dados fazem parte do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quinta-feira (20). 

Caso fosse analisada separadamente como um estado Cuiabá teria população residente em favelas e comunidades urbanas superior à registrada em estados como Acre, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Roraima. Para o IBGE, esse resultado reforça a centralidade da capital na formulação de políticas urbanas voltadas à redução das desigualdades territoriais e à ampliação do acesso a serviços públicos.

Os dados permitem identificar também as maiores favelas e comunidades urbanas de Mato Grosso em termos populacionais. Em Cuiabá, destacam-se:

Feito por IA

RANKING DAS MAIORES FAVELAS EM CUIABÁ

 

Essas seis áreas concentram, sozinhas, mais de 35 mil moradores, praticamente metade da população residente em favelas e comunidades urbanas da capital.

As favelas e comunidades urbanas identificadas pelo IBGE ocupam 19,951 km² em Mato Grosso. Desse total, 17,156 km² estão localizados em Cuiabá, o equivalente a cerca de 86% da área ocupada por essas localidades no estado. Várzea Grande responde por outros 2,540 km², enquanto os demais municípios apresentam áreas inferiores a 0,2 km².

O cálculo da área territorial das Favelas e Comunidades Urbanas foi feito a partir dos limites dos setores censitários. Por essa razão, a área territorial calculada para algumas Favelas e Comunidades Urbanas pode incluir áreas urbanas próximas não ocupadas, ou seja, sem domicílios ou edificações.

POPULAÇÃO PARDA PREDOMINA NAS FAVELAS E COMUNIDADES URBANAS

Entre as seis maiores comunidades urbanas de Cuiabá, a população parda constitui o maior grupo em todas elas, evidenciando um padrão demográfico semelhante. Na Região do Passaredo, por exemplo, 2.559 dos 4.150 moradores se declararam pardos. No Jardim Vitória, são 3.673 moradores pardos entre os 5.504 residentes contabilizados.

Os resultados também mostram a diversidade existente dentro dessas localidades, com presença significativa de populações branca e preta. Na Região do Santa Laura, por exemplo, há 1.427 moradores brancos e 1.509 pretos. Na Região do Parque das Águas Nascentes, são 1.156 brancos e 1.291 pretos.

MULHERES SÃO MAIORIA

Em Cuiabá, vivem 36.244 mulheres e 35.980 homens nas favelas e comunidades urbanas identificadas pelo Censo. Já em Várzea Grande foram contabilizadas 4.055 mulheres e 4.178 homens. Em Sinop, são 290 mulheres e 320 homens; em Rondonópolis, 228 mulheres e 243 homens; e em Cáceres, 72 mulheres e 73 homens. Nas principais comunidades urbanas de Cuiabá, a distribuição populacional também ocorre de forma bastante equilibrada. Na Região do Santa Laura, maior comunidade urbana do estado, residem 4.114 mulheres e 4.083 homens. Na Região do Paraíso, são 3.235 mulheres e 3.211 homens. Já no Jardim Vitória, vivem 2.793 mulheres e 2.711 homens.

Nas maiores comunidades urbanas da capital, a distribuição também se apresenta bastante equilibrada. Na Região do Santa Laura residem 4.114 mulheres e 4.083 homens. Na Região do Paraíso, são 3.235 mulheres e 3.211 homens. Já no Jardim Vitória vivem 2.793 mulheres e 2.711 homens.

POLÍTICAS PÚBLICAS

As informações divulgadas pelo IBGE ampliam o conhecimento sobre as características territoriais e demográficas da população residente em favelas e comunidades urbanas, permitindo identificar com maior precisão a distribuição dessas localidades no território mato-grossense.

Os resultados contribuem para o planejamento, implementação e avaliação de políticas públicas voltadas à habitação, saneamento, mobilidade urbana, educação, saúde, assistência social e regularização fundiária, fortalecendo ações destinadas à redução das desigualdades e à melhoria das condições de vida da população.

Segundo o IBGE, a delimitação das favelas e comunidades urbanas foi feita a partir dos setores censitários, assegurando padronização metodológica e comparabilidade dos resultados em todo o território nacional.

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