Cidades Terça-feira, 19 de Abril de 2011, 16:40 - A | A

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PREVISÃO

MT vive o 'novo cangaço', diz diretor de Inteligência da Polícia Civil

Delegado busca solução para reduzir ataques de quadrilhas organizadas contra roubos no interior do Estado

Lenine Martins/Secom
Participantes de seminário discutiram ações mais eficientes contra crime organizado

Constantes roubos em bancos fazem o diretor de Inteligência da Polícia de Mato Grosso, delegado Milton Teixeira, afirmar que o “Estado está vivendo um novo cangaço’’, em referência aos antigos grupos que agiam no Nordeste até o início do século 20. Teixeira observa que em muitas ações cometidas em assaltos a estabelecimentos bancários, o bando se utiliza dessas ações violentas para fazer o roubo. Um dos casos foi o assalto na cidade de Campo Novo dos Parecis, onde os assaltantes fizeram de reféns muitos clientes do Banco do Brasil.

Constantes roubos em bancos fazem o diretor de Inteligência da Polícia de Mato Grosso, delegado Milton Teixeira, afirmar que o “Estado está vivendo um novo cangaço’’, em referência aos antigos grupos que agiam no Nordeste até o início do século 20. Teixeira observa que em muitas ações cometidas em assaltos a estabelecimentos bancários, o bando se utiliza dessas ações violentas para fazer o roubo. Um dos casos foi o assalto na cidade de Campo Novo dos Parecis, onde os assaltantes fizeram de reféns muitos clientes do Banco do Brasil.

Uma das ações desenvolvidas pela Polícia Civil para atuar contra o crime organizado será a descentralização das 12 regionais, fazendo com que elas tenham seu próprio núcleo de inteligência. Segundo Teixeira, neste ano foram capacitados 90 policiais e a meta é que esse número aumente. “A sociedade vive com uma sensação de insegurança, isso gera uma certa vulnerabilidade nas pessoas”, comenta.

Para o secretário adjunto de Inteligência do Estado, Anderson Garcia, o campo específico dessa área deve analisar um caso de forma macro. “Quando um policial se depara com um caso isolado, um delito, não devemos analisar o caso por si só, agora temos que observar com uma visão macro. Se não atuarmos assim, podemos desarticular um dos delitos da organização criminosa, mas outras ramificações ainda estão organizadas”.

Com o crescimento econômico de Mato Grosso, grandes empresas e oportunidades vão surgindo no Estado. Junto com o crescimento vertical da economia, a horizontalidade dos crimes também vai aumentando, atraídos pelo fluxo de dinheiro empregado na região.

O assunto foi um dos temas do seminário sobre a Atividade de Inteligência de Estado de Segurança Pública, promovido pela Polícia Judiciária Civil, que neste ano completa 169 anos. Reúne policiais civis e instituições ligadas ás áreas de Segurança Pública, Justiça e segmentos afins. O evento termina nesta terça (19) e tem como foco abrir o debate para implementar metodologias de ação ao combate do tráfico de drogas, roubos a banco e crimes com maior teor de violência.

Além da reflexão sobre a atual situação da criminalidade no eixo metropolitano e nas cidades do interior do Estado. O objetivo do encontro também se volta para o grande evento que Cuiabá sediará – a Copa de 2014. A meta é aliar a tecnologia com a inteligência para atuar sempre à frente das ações criminosas ou de forma a conseguir encontrar meios para repreensão no ato da ação.

DEFASAGEM

Para a presidente da comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MT), Betsey Miranda, a polícia no estado está defasada.  “A instituição está vivendo um sucateamento, o que tem é que implementar e chamar pessoas concursadas para que se torne eficaz. A participação da polícia é importante”, enfatiza. Betsey acredita que o caminho seja a implantação de mais policias comunitárias. “Uma polícia família, no qual o policial tenha um vínculo com a comunidade. A cidade caminha a passos largos, é assustador o número de crianças que se envolvem com o mundo do crime”, explicou.

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