Cidades Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011, 19:14 - A | A

Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011, 19h:14 - A | A

OBRA IRREGULAR

MP quer fechamento de supermercado Comper da Barão de Melgaço

Promotor Gérson Barbosa afirma que obra é totalmente irregular pois nem alvará de vigilância sanitária não foi expedido, passeio público foi obstruído, entre outros problemas

DA REDAÇÃO

 

Guilherme Filho/Secom-MT

Promotor Gérson Barbosa questiona inauguração do Comper com alvará da prefeitura, que não observou exigências mínimas

 

O Ministério Público Estadual, por meio da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural de Cuiabá, propôs nesta sexta-feira (25) ação civil pública com pedido de liminar, requerendo o fechamento das atividades do Supermercado Comper, localizado na Rua Barão de Melgaço, em Cuiabá.
A ação civil pública foi distribuída à Vara Especializada do Meio Ambiente em Cuiabá. A decisão deve ocorrer na próxima segunda-feira.

A medida foi adotada após a constatação de várias irregularidades na execução da obra de reforma e ampliação do referido imóvel, inaugurado no final de outubro.

Foram acionados o Município de Cuiabá, a Distribuidora Centro América Ltda. e SDB Comércio de Alimentos Ltda. (Supermercados Comper). Consta da ação que, mesmo com as deficiências estruturais e documentais, como ausência de projeto aprovado e de alvará da vigilância sanitária, insuficiência de área permeável e de vagas para estacionamento e uso indevido do passeio público para a construção de rampas e de degraus, a obra, mesmo sem a licença necessária, foi concluída e inaugurada.

“O Município permitiu a realização das obras. Antes mesmo de a obra estar licenciada e apta para iniciar o empreendimento já estava pronto e em funcionamento”, afirmou o promotor de Justiça, Gerson Barbosa.

Segundo ele, o estabelecimento foi inaugurado sem alvará de localização e funcionamento e habite-se. O promotor de Justiça questionou ainda o fato de o Município ter promovido em seu site institucional propaganda da inauguração do empreendimento.

“Isso leva à ilação de que o ente, lamentavelmente, agiu mais politicamente do que tecnicamente. Com direito a foto de secretário municipal”, destacou Barbosa.

Na ação, o MPE requer a suspensão das atividades do supermercado, até eventual regularização das obras e expedição dos alvarás necessários. Pede, ainda, a condenação das empresas requeridas na obrigação de indenizar, em face do princípio da reparação integral. O valor da indenização deverá ser apurado em perícia e liquidação de sentença.

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