Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Cidades Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026, 14:38 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026, 14h:38 - A | A

FAMILIARES DESAPARECIDOS

Mato Grosso tem 19 pontos para coleta gratuita de DNA 

Mobilização segue até sexta-feira em 18 municípios; procedimento também pode ser feito gratuitamente durante todo o ano no estado

DA REDAÇÃO

assessoria

politec

Familiares de pessoas desaparecidas em Mato Grosso poderão realizar gratuitamente a coleta de DNA em 19 pontos distribuídos por 18 municípios do estado entre esta segunda-feira (24) e sexta-feira (28). A ação integra a quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Em Mato Grosso, o trabalho envolve a Polícia Civil, por meio do Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (NPD/DHPP), e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O objetivo é ampliar o banco de perfis genéticos e aumentar as chances de identificação de pessoas desaparecidas, inclusive a partir da comparação com restos mortais sem identificação encontrados em qualquer região do país.

Os postos estão localizados em Cuiabá, Barra do Garças, Água Boa, Confresa, Cáceres, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, Primavera do Leste, Sinop, Alta Floresta, Guarantã do Norte, Sorriso, Diamantino, Juara, Lucas do Rio Verde, Tangará da Serra, Juína e Nova Mutum. Cuiabá terá dois locais de atendimento.

Em todo o Brasil, a mobilização reúne 342 pontos de coleta em todas as unidades da Federação.

MAIS DE 2,2 MIL REGISTROS EM MT

Dados do Anuário da Secretaria de Estado de Segurança Pública mostram que Mato Grosso contabilizou 2.271 registros de pessoas desaparecidas em 2024. No mesmo período, a Polícia Civil registrou 966 pessoas localizadas.

Os números não devem ser interpretados simplesmente como um saldo de pessoas que continuam desaparecidas. O registro de desaparecimento permanece contabilizado mesmo quando a pessoa é posteriormente localizada, enquanto as localizações correspondem aos casos registrados como encontrados no período.

Dados nacionais do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) apontam ainda que Mato Grosso teve redução de 6,12% nos registros de desaparecimento entre 2023 e 2024, uma das cinco maiores quedas percentuais verificadas entre os estados. No Brasil, foram registrados 80.333 desaparecimentos em 2024.

ONDE DOAR EM MATO GROSSO

Na Capital, a coleta será realizada em dois pontos da Politec:

Diretoria Metropolitana de Medicina Legal (DMML)
Avenida Rui Barbosa, nº 484, bairro Recanto dos Pássaros, Cuiabá.
Telefones: (65) 3618-3011 e (65) 3618-3012.

Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense (DMLF)
Avenida Gonçalo Antunes de Barros, nº 3.245, bairro Carumbé, Cuiabá.
Telefone: (65) 98108-0142.

No interior, há pontos em unidades da Politec e de Medicina Legal de:

Barra do Garças — Rua Independência, nº 210, Centro;
Água Boa — Rua M2, nº 655, CISC, bairro Operário;
Confresa — Rua Santo Afonso, nº 110, Residencial dos Buritis;
Cáceres — Rua Comandante Balduíno, nº 2.030, bairro São Luiz;
Pontes e Lacerda — Rua Ruth Ferreira Mazui, s/nº, Centro;
Rondonópolis — Avenida Binário Norte, s/nº, Parque Sagrada Família;
Primavera do Leste — Avenida Cascavel, nº 385, Primavera II;
Sinop — Rua das Ipoméias, nº 1.020, Setor Industrial Norte;
Alta Floresta — Avenida Perimetral Deputado Rogério Silva, nº 1.661;
Guarantã do Norte — Rua das Magnólias, s/nº, Praça Tropical, Centro;
Sorriso — Rua Rio de Janeiro, lote 41-EF-1, bairro Benjamin Raiser;
Diamantino — unidade regional da Politec;
Juara — Rua Campo Grande, 105N, Centro;
Lucas do Rio Verde — Rua Paranapanema, nº 1.848 S, Jardim das Palmeiras;
Tangará da Serra — Rua 05A, esquina com Rua 48, Jardim Mituo;
Juína — Avenida Ulisses Guimarães, esquina com Rua Cuiabá, Módulo 5;
Nova Mutum — Rua das Helicônias, s/nº, Jardim das Orquídeas.

A relação completa, com telefones dos postos, está disponível na página oficial da campanha do Ministério da Justiça.

QUEM PODE DOAR

A recomendação é que a coleta seja feita prioritariamente por parentes de primeiro grau. A ordem preferencial é pai ou mãe biológicos; filhos biológicos, juntamente com o outro genitor desses filhos; e irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Caso esses parentes não estejam disponíveis, outros familiares poderão ser avaliados pelas equipes responsáveis. Crianças também podem fornecer material genético, desde que acompanhadas por responsável legal.

Quem já forneceu DNA anteriormente para a busca pelo familiar desaparecido não precisa repetir a coleta.

Para participar durante a mobilização, é necessário apresentar um documento de identificação e informar os dados do Boletim de Ocorrência do desaparecimento, incluindo número, estado onde foi registrado e delegacia responsável. Levar uma cópia do boletim é recomendável, mas não obrigatório.

O procedimento é realizado por profissionais dos órgãos periciais e não exige coleta de sangue. Um cotonete é passado na parte interna da bochecha para obter células que serão utilizadas na elaboração do perfil genético.

O DNA dos parentes passa a integrar o sistema utilizado para comparação com perfis genéticos de pessoas encontradas vivas ou mortas cuja identidade é desconhecida. O cruzamento ocorre por meio dos bancos estaduais e do Banco Nacional de Perfis Genéticos.

A Polícia Civil de Mato Grosso explica que as amostras dos familiares são comparadas periodicamente também com perfis genéticos extraídos de restos mortais não identificados armazenados em Institutos Médico-Legais de todo o país.

Um exemplo da importância desse mecanismo ocorreu em Mato Grosso em 2025. Duas vítimas encontradas entre quatro corpos localizados em uma área utilizada como cemitério clandestino em Várzea Grande foram identificadas com auxílio do Banco Estadual de Perfis Genéticos.

Além das amostras dos familiares, objetos de uso pessoal exclusivo da pessoa desaparecida podem fornecer material genético.

A Polícia Civil de Mato Grosso cita como exemplos escova de dentes ou de cabelo, aparelho ortodôntico, barbeador, óculos, aliança, dente de leite e amostra de cordão umbilical. Se esses objetos estiverem disponíveis, a família pode apresentá-los aos profissionais para avaliação.

SERVIÇO CONTINUA APÓS A CAMPANHA

Embora a mobilização nacional termine na sexta-feira (28), não existe prazo para fornecer DNA de familiares de desaparecidos.

Em Mato Grosso, a coleta é oferecida de forma permanente e gratuita. Fora da campanha, a orientação da Polícia Civil é registrar o Boletim de Ocorrência do desaparecimento e procurar uma delegacia, que fará o encaminhamento formal do familiar para a unidade da Politec mais próxima.

Também não importa quanto tempo tenha transcorrido desde o desaparecimento. Casos ocorridos há muitos anos podem ser incluídos no sistema.

A coleta pode ainda ser realizada em estado diferente daquele onde ocorreu o desaparecimento. Se o caso tiver ocorrido em outro país, há possibilidade de cruzamento com bancos internacionais, conforme os procedimentos adotados pelas autoridades responsáveis.

Em Mato Grosso, familiares que precisarem de orientação podem procurar o Núcleo de Pessoas Desaparecidas da DHPP pelos telefones (65) 3613-8777, (65) 98173-0656 ou 0800 647 8987, além do e-mail [email protected].

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros