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Cidades Quinta-feira, 22 de Julho de 2021, 09:00 - A | A

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Quinta-feira, 22 de Julho de 2021, 09h:00 - A | A

DEU NO EL PAÍS

Levantamento aponta que exploração de garimpo ilegal despejou mercúrio no Rio Cuiabá e Paraguai

DA REDAÇÃO

Um levantamento do Ministério Público Federal (MPF), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apontou que o Rio Cuiabá e Rio Paraguai foram contaminados com mercúrio. O despejo do metal neurotóxico, segundo a pesquisa, foi feito por criminosos que buscavam extrair ouro de garimpos ilegais na região da Amazônia.

Marcos Lopes/HiperNotícias

enchente/rio Cuiabá/lixo/cheia/transbordo/chuvas

Marcos Lopes/HiperNotícias

A “enxurrada” de mercúrio foi despejada pelos criminosos nos anos de 2019 e 2020, segundo matéria publicada pelo site El País na terça-feira (20). O levantamento explica que como o despejo do mercúrio iniciou na região Norte, os municípios desta parte do país foram os mais prejudicados.

O mercúrio, segundo a reportagem, é um metal presente na natureza, mas o desmatamento, as queimadas e, principalmente, o garimpo liberam e aumentam sua concentração na atmosfera.

Os danos, segundo o estudo, costumam ser graves e permanentes. O mercúrio pode causar alterações diretas no sistema nervoso central, gerando problemas de ordem cognitiva e motora, perda de visão, além de implicações renais, cardíacas e no sistema reprodutor.

O levantamento detectou uma quantidade de 49 toneladas de ouro lavado (extraído ilegalmente, mas documentado para parecer legalizado) com agentes comerciais que atuam na Amazônia obtido em colaboração com facções criminosas que invadem áreas protegidas em busca do metal precioso. A falsificação é feita com base em declarações fraudulentas de origem.

Esse ouro, segundo a pesquisa, foi exportado para países como Canadá, Reino Unido e Suíça.

Dessas 49 toneladas, 17 foram lavadas no Pará —especialmente na região do médio Tapajós, área onde vivem os indígenas da etnia Munduruku. O prejuízo socioambiental da região, segundo o MPF, chegou a 9,8 bilhões de reais. E o cálculo é de que a extração desse ouro foi responsável pelo desmatamento de 21.000 hectares de floresta —derrubada para a procura do metal.

“Pela sua omissão na implementação de controles de certificação de origem e de rastreabilidade na cadeia de produção e circulação de ouro de garimpo, o Estado Brasileiro promove e é ele próprio responsável direto pelas ameaças e violências praticadas contra os povos indígenas, em especial o povo Munduruku”, ressalta o MPF, que recomendou uma série de medidas aos órgãos legais de controle, como a adoção pela Agência Nacional e Mineração de um sistema de certificação e rastreabilidade do ouro brasileiro.

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