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ECOTURISMO

Fazenda em MT abriga 400 espécies de aves e atrai turistas do mundo todo

Com três mil espécies registradas (fauna e flora) e 40 novas para a ciência, a propriedade em Cotriguaçu é referência em avistamento de aves e pesquisa

DA REDAÇÃO

Divulgação

aves na Fazenda São Nicolaué em Cotriguaçu

A Fazenda São Nicolaué, localizada em Cotriguaçu (953 km de Cuiabá), em que oferece uma experiência que une o contato com a biodiversidade amazônica, o aprendizado sobre conservação e desenvolvimento sustentável local.

Com mais de 10 mil hectares, a floresta nativa da Amazônia se encontra com áreas de reflorestamento e pesquisa e já registrou mais de três mil espécies de fauna e flora, das quais 400 são aves e outras 40 são novas para a ciência, entre elas peixes, besouros, fungos e anfíbios.

O ecoturismo na Fazenda São Nicolau é voltado para a observação de fauna, com destaque para o avistamento de aves, e a melhor época de visitação vai de abril a novembro. Contudo, o principal atrativo do local, o Gavião-Real, pode ser avistado durante todo o ano.

O aeroporto de referência para acesso é o de Alta Floresta (297 km de Cotriguaçu). O trajeto até a fazenda é feito por estradas a partir da cidade. As trilhas são de nível fácil e as torres de observação, que alcançam, em média, 26 metros de altura, são acessadas por escadas. Há observação de fauna noturna e travessia de barco no rio Juruena para o avistamento de outras aves.

A fazenda mantém parcerias com quatro universidades e um instituto de ciência. A torre de observação do Gavião-Real foi instalada a partir de pesquisa científica conduzida na fazenda, que acompanhou o comportamento e o habitat da espécie e viabilizou o turismo de observação. Todas as espécies avistadas na propriedade contam com estudos e levantamentos constantes.

A fazenda é uma área privada administrada pela ONF Brasil, que realiza sequestro de carbono com espécies de árvores nativas, o que contribui para a conservação da biodiversidade local.

"O turismo aqui tem um propósito duplo: oferecer uma experiência profunda e respeitosa com a natureza e, ao mesmo tempo, financiar a ciência e os projetos de sustentabilidade que desenvolvemos com as comunidades. O turista não apenas visita; ele apoia a conservação e o conhecimento", explica Alan Bernardes da Silveira, diretor da ONF Brasil.

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