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Cidades Segunda-feira, 24 de Novembro de 2025, 15:04 - A | A

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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2025, 15h:04 - A | A

PRIMEIRO DA HISTÓRIA

Estudante com paralisia cerebral inicia internato de Medicina em hospital da UFMT

Marco reforça políticas de acolhimento e adaptações pedagógicas na universidade

Marcelo Borges
Da Redação

Humberto Gessinger Nascimento dos Santos, 27 anos, tornou-se o primeiro estudante com paralisia cerebral a iniciar o internato no Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM-UFMT), marco alcançado no último dia 17 de novembro.

Humberto relata que sua trajetória até o internato foi marcada por dedicação e pela vontade de transformar vidas por meio da Medicina. Ele conta que a escolha pela profissão nasceu de uma experiência pessoal de acolhimento. “Quero ser médico e voltar como professor. Minha história é muito estudo e uma paixão enorme por ajudar as pessoas”, afirmou.

Segundo a administração da UFMT, a instituição vem adotando ações de suporte a estudantes com deficiência. A reitora, professora Marluce Souza e Silva, recebeu o pai do acadêmico e reforçou o compromisso de garantir condições de aprendizagem, mesmo diante de limitações estruturais. A universidade oferece atendimento psicossocial e adaptações pedagógicas quando necessário.

No início da graduação, Humberto enfrentou dificuldades, especialmente pela falta de práticas inclusivas em disciplinas como anatomia. Com o tempo, o percurso acadêmico foi ajustado para assegurar autonomia. “É uma relação mais humana, mais pessoal com as minhas necessidades”, destacou o estudante.

O superintendente do HUJM, professor Reinaldo Gaspar da Mota, avaliou o ingresso do estudante no internato como um avanço institucional. Segundo ele, a iniciativa está alinhada às diretrizes do Governo Federal, da UFMT e da Ebserh para fortalecer a inclusão social. “Humberto encontrará um hospital aberto, receptivo, pronto para oferecer condições para seu desenvolvimento”, disse.

O início do internato marca um novo capítulo na trajetória do estudante e reforça a importância da inclusão no ambiente universitário, ampliando horizontes para as próximas gerações. O jovem ressaltou a importância de equilibrar estudos com práticas de bem-estar e priorizar a humanização no atendimento. “Ame seus pacientes. Eles estão vulneráveis e querem ser amados”, afirmou.

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