Após polêmica de redimensionamento e o possível fechamento da Escola Estadual Licínio Monteiro da Silva, localizada na região central de Várzea Grande, a unidade poderá ser militarizada a partir de 2022. A informação foi confirmada ao HiperNotícias pela Secretária de Estado de Educação (Seduc), que afirmou que a escola passará por uma reestruturação pedagógica para o ano de 2022, ainda a ser definida com a comunidade escolar. Transformá-la em uma Escola Tiradentes é uma das possibilidades.
No processo de militarização, a escola passa a ser administrada pelo Corpo de Bombeiros do Estado. A última escola a passar por esse processo foi a tradicional Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá, que passou a se chamar Escola Estadual Militar Dom Pedro II. Na ocasião, o secretário de Educação, Alan Porto, afirmou que o processo de militarização da unidade foi debatido em audiências com a comunidade escolar.
No entanto, a decisão causou “revolta” nos alunos, que protestaram em frente à unidade no último dia 25 de novembro. Entre os questionamentos estava o fato da direção da unidade ter retirado os 15 minutos de tolerância para a entrada dos estudantes.
No caso da Licínio Monteiro, desde o mês de setembro a escola vem sendo informada que a unidade seria redimensionada para o município, o que gerou revolta na comunidade escolar e até mesmo de políticos como o senador Jayme Campos (DEM), que afirmou que pediria pessoalmente para que o governador Mauro Mendes (DEM) não fechar a escola devido à história que ela representa para Várzea Grande.
O diretor da Licínio, José Cícero, participou de diversos atos de manifestação contra a transferência da unidade escolar para o município, porque isso acarretaria também na perda de alunos. Em um dos atos, Cícero chegou a fazer greve de fome por três dias.
Ele conta que a decisão de militarizar a Licínio é ruim porque com isso a escola deixaria de atender os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), mas que fica feliz em saber que a escola não será fechada.
“Penso que houve perdas e ganhos. Perdas no sentido de que a escola deixa de atender o público de EJA, que de certa forma é a identidade da escola e por outro tivemos ganhos, pois apesar de ser militar, a escola continuará como escola estadual fazendo o atendimento do ensino regular”, disse à reportagem.
A implantação de colégios militares é uma das bandeiras levantadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), desde a campanha eleitoral de 2018.
O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares tem iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Defesa e apresenta um conceito de gestão nas áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa com a participação do corpo docente da escola e apoio dos militares.
O principal objetivo deste modelo é a implantação de 216 Escolas Cívico-Militares em todo o país, até o ano de 2023. Isso significaria a inauguração de 54 escolas por ano.
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