Após a caminhada e shows realizados pelo Governo do Estado para comemorar no domingo o andamento das obras para o Mundial e a proximidade com o evento, os trabalhadores que tornam o sonho da Copa realidade cogitam greve.
Insatisfeito com a atual situação dos trabalhadores da construção civil no Estado e em especial nas obras da Copa, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Cuiabá (Sintraiccc) se mobilizou na segunda-feira (17) para mobilizar e conscientizar os operários do setor quanto às reivindicações.
Reajuste salarial de 17%, redução de quatro horas da jornada de trabalho, aumento de 75% do valor pago por hora extra, inclusão do café da manhã diário na Convenção Coletiva, inclusão do plano de saúde e cesta básica são alguns itens da pauta de exigências que vem sendo negado pelo Sindicato das Construtoras (Sinduscon).
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“São R$ 100 de aumento e o Sindicato das Construtoras (Sinduscon) não quer nos dar. 90% dos trabalhadores vivem com o piso enquanto as construtoras ganham dinheiro com a Copa”, garante.
Atualmente, cerca de 30 mil trabalhadores da construção atuam em Cuiabá e Várzea Grande. Desses, 3,5 mil estão ligados as obras da Copa. Somente na construção da Arena Pantanal, são 1,1 mil trabalhadores. “Temos lutado com a Secretaria da Copa e com o Sinduscon para melhorar as condições e salários. Mas parece que não há negociação”, aponta.
PROPOSTA PATRONAL
Em contraproposta, o Sinduscon ofereceu apenas reajuste de 7% e não incluiu nenhum outro beneficio pleiteado. “Queremos a valorização do trabalhador. O empresário tem que entender que nós fazemos parte do time que vai trazer a Copa para cá. Sem nós, não tem obra, não tem jogo, não tem Copa”, assegura.
Já segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores da Construção, Ronei de Lima, aconteceu a primeira rodada de negociação com o Sinduscon, mas o sindicato tem se mostrado irredutível até em se reunir.
| Marcos Lopes/HiperNotícias |
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| Presidente da federação, Ronei de Lima, afirma que sensibilização iniciou por Cuiabá e obras da Copa |
“A Fifa, os empresários e até os jogadores de futebol irão vir para cá e ganhar dinheiro. Nós também queremos. De sol a sol estamos aqui para ganhar tão pouco. É preciso ver que não estamos pedindo muito. Só o justo”, assegura.
Ronei ressalta que o Sintraiccc não está incentivando os trabalhadores a fazer greve, mas apenas a lutar pelos direitos que se tem. “Não estamos chamando para greve, mas para melhorar a categoria. A oportunidade de lutar é agora”, garante.
GREVE E CANTEIRO VAZIOS
O Sinntraicc pretende ainda recorrer à mediação do Ministério Público do Trabalho caso não haja consenso nas negociações com o Sinduscon. “Vamos esperar a segunda rodada de negociação para pedir ajuda do MPT. Mas os trabalhadores estão pressionando, eles querem greve”, afirma.
Não havendo avanço nas negociações, a categoria já prevê greve e paralisação de todos os canteiros de obra. Caso isso se confirme, construções como da Arena Pantanal, Centro Oficial de Treinamento (COT) e até algumas obras do aeroporto serão afetadas.
“Não queremos atrasar as obras porque queremos que a Copa aconteça, mas é preciso negociar. Nosso salário é inferior que outros estados. Hoje, 1% dos trabalhadores ganha os R$3 mil que dizem por aí”, finaliza.
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Carlos Nunes 19/06/2013
Enquanto o custo da Arena Pantanal dizem que vai ser mais de 700 MILHÕES; o trabalhador que vai suar a camisa recebe uma miséria - na hora de dividir a dinheirama os empresários não querem; aí não, senão não vão poder comprar o apartamento de cobertura, o iate, etc. Até fizeram na Arena uma área vip e very vip só prós ricos ficarem; afinal de contas pobre só é bom e importante na hora do voto.
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