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Cidades Sexta-feira, 10 de Abril de 2026, 12:03 - A | A

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Sexta-feira, 10 de Abril de 2026, 12h:03 - A | A

RÉGUA MORAL

Brasileiros condenam aborto, corrupção e traições, mas aceitam álcool e contraceptivos

Levantamento revela país dividido por idade, gênero e posição política, com maior aceitação de álcool, contraceptivos e pena de morte

ANDRÉ ALVES
Da Redação

A maioria dos brasileiros considera aborto, traição e corrupção como práticas moralmente inaceitáveis, enquanto temas como pena de morte, consumo de álcool e uso de contraceptivos apresentam ampla aceitação social. É o que revela a pesquisa “Régua Moral dos Brasileiros”, baseada em três mil entrevistas realizadas em todo o país. 

A pesquisa foi realizada entre os dias 30 de março e 1º de abril de 2026, com entrevistados de todas as regiões do país, refletindo um retrato atualizado das divisões morais da sociedade brasileira.

De acordo com o levantamento, o aborto lidera o ranking de rejeição moral, com 63% dos entrevistados classificando a prática como imoral. Em seguida aparecem relações extraconjugais, com 57%, e envolvimento em corrupção, com 56%. Também apresentam alta rejeição o uso de maconha, apontado como imoral por 55%, e práticas como apostas e punições físicas a filhos, que dividem mais a opinião pública.

Na outra ponta, os comportamentos mais aceitos pelos brasileiros incluem comer carne vermelha, considerado não imoral por 90%, além de divórcio e uso de contraceptivos, ambos com mais de 80% de aceitação. O consumo de álcool também é amplamente tolerado, com 79% afirmando não ver problema moral, assim como a fertilização artificial e a eutanásia, que registram maioria de aprovação.

Entre os temas que mais dividem a sociedade estão pornografia, apostas e homossexualidade. No caso da homossexualidade, 63% afirmam não considerar imoral, enquanto 29% ainda veem a prática como moralmente errada, evidenciando um país em transição de valores.

O recorte por perfil mostra diferenças relevantes entre eleitores. No caso do aborto, 62% dos que votaram em Lula em 2022 consideram a prática imoral, índice que sobe para 69% entre eleitores de Bolsonaro. Já entre quem não votou ou anulou, o percentual cai para 55%, indicando maior tolerância nesse grupo.

A diferença também aparece em temas como uso de maconha. Entre eleitores de Bolsonaro, 64% consideram a prática imoral, contra 51% entre eleitores de Lula. Já entre os que não votaram, o índice é ainda menor, em 49%, reforçando um perfil mais liberal fora dos polos políticos tradicionais.

No caso da homossexualidade, a rejeição é maior entre bolsonaristas, com 36% classificando como imoral, enquanto entre eleitores de Lula esse número cai para 22%. Entre os que não votaram, o índice fica em 28%.

A pesquisa também aponta diferenças marcantes por idade. Jovens de 16 a 34 anos tendem a ser mais permissivos em temas como aborto e maconha. Apenas 40% desse grupo consideram o aborto imoral, contra 87% entre pessoas com mais de 60 anos. O mesmo padrão se repete no uso de maconha, rejeitado por 33% dos jovens e por 82% dos idosos.

O recorte por sexo também evidencia contrastes. Homens são mais tolerantes a temas como pornografia e apostas, enquanto mulheres tendem a apresentar maior reprovação em questões como traição e uso de drogas. No caso da pornografia, por exemplo, 50% dos homens não consideram a prática imoral, contra 35% das mulheres.

Reprodução

Pesquisa régua moral

 

O levantamento indica que, apesar de um núcleo conservador ainda forte, especialmente em temas ligados à família e à religião, há sinais claros de mudança geracional e política nos valores morais dos brasileiros, com maior flexibilidade entre jovens e eleitores fora dos extremos ideológicos.

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