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Cidades Quinta-feira, 28 de Abril de 2016, 10:14 - A | A

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Quinta-feira, 28 de Abril de 2016, 10h:14 - A | A

OPERAÇÃO MERCENÁRIOS

"Ele é o homem errado, na hora errada", diz Taborelli sobre secretário de Segurança Pública

MAX AGUIAR

“Ele é o homem errado, no lugar errado”. A crítica é do deputado estadual coronel Taborelli (PSC) contra o secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Rogers Elizandro Jarbas, que comandou a Operação Mercenários, que prendeu 17 pessoas na terça-feira (26), entre eles, seis policiais.

 

 

HiperNotícias

Montagem

 

Para Taborelli, a ação do secretário coloca em xeque o trabalho da Polícia Militar, ao marginalizá-la dentro da Operação, que foi desencadeada para desmantelar um grupo de extermínio que em três anos foi o causador de pelo menos 40% dos homicídios da cidade, o que ultrapassa o montante de 250 mortes.

 

“O secretário não trabalhou com as forças que tem em mãos. Ele usou basicamente só a Polícia Civil. Fiquei sabendo que ele avisou o comandante geral da PM, coronel Gley Alves, apenas 12 horas antes do cumprimento das ordens. Isso demonstra que não houve êxito no comando da operação”, frisou Taborelli durante sessão noturna de quarta-feira (27).

 

Sobre a demora em avisar o coronel que haveria uma grande operação, Taborelli pontuou como 'falta de confiança', o que pode fazer ou criar um racha entre as instituições Polícia Militar e Polícia Civil.

 

“Essa atitude de avisar o comandante geral poucas horas antes de acontecer o trabalho demonstra a falta de confiança do secretário Jarbas, que é delegado da Polícia Judiciária Civil, na PM de Mato Grosso. Isso pode criar atrito entre as forças de segurança”, comentou Taborelli, que também já foi comandante de regional da PM e ainda responde processo por torturar um jovem em 2009 no município de Rondonópolis.

 

Para asseverar ainda mais a crítica ao novo secretário, o parlamentar disse que Jarbas é incipiente. “O delegado Jarbas é muito novo, tem que aprender a trabalhar com forças. É incipiente. É o homem errado no lugar errado”, disse o coronel, que ainda pretende pedir maior investigação se há policial militar preso sem ter envolvimento com o provável grupo de extermínio. “Se isso aconteceu, é um grande erro que precisa ser investigado”, comentou.

 

Na defesa

 

Ainda durante a sessão noturna, após a fala de Taborelli, o deputado Wancley Carvalho (PV), que é investigador da Polícia Civil, defendeu o secretário e ainda frisou que a prisão de policiais foram acompanhada por outros militares que compuseram a missão da Operação Mercenários.

 

“O comandante geral acompanhou toda operação, e os policiais foram conduzidos por policiais militares. Ninguém foi agredido e tudo ocorreu bem. Não podemos esquecer que vidas foram vendidas para o comércio da morte. Respeito a opinião do colega, mas a operação foi um sucesso”, frisou Wancley.

 

Mercenários

 

Para o secretário Jarbas, durante coletiva à imprensa, os presos não faziam Justiça. “Eles recebiam para matar e matavam por qualquer motivo. Eles não eram justiceiros, eram mercenários. Andaram na contra-mão do que eram confiados a fazer. Eram pra proteger e se corromperam, por isso acabaram presos”, disse o secretário, durante apresentação do resultado da Operação.

 

O grupo, formado por 17 pessoas, estão inicialmente indiciados por participação em cinco casos de homicídios. Uma delas resultou em três mortes, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. O exame de balística que será feito em todas as armas e munições, poderão ajudar a polícia a chegar em outros crimes.

 

Sesp

 

Procurada para se pronunciar sobre as críticas do deputado ao coronel, a assessoria deve emitir nota no decorrer do dia com a defesa. 

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