O combatente mato-grossense Arisson Benevides, conhecido como “Periquito”, se manifestou após sofrer uma agressão durante um treinamento militar na Ucrânia. O cacerense, que atua na linha de frente da guerra contra a Rússia, afirmou que foi atacado durante uma atividade de reciclagem destinada a veteranos e militares em formação.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Arisson relatou que foi enviado para um treinamento de três a quatro dias junto com outro veterano de guerra, identificado como Sasha. Segundo ele, ao chegar ao local, presenciou o que classificou como “excessos” nas regras e punições aplicadas aos novos recrutas.
De acordo com o relato do combatente, a situação começou após um desentendimento com uma instrutora brasileira identificada como Yasmin. Arisson afirmou que se recusou a cumprir uma atividade física por possuir uma recomendação médica emitida pelo comitê responsável pelas avaliações de saúde dos militares, devido a sequelas adquiridas durante a guerra.
Segundo ele, após a negativa, houve uma discussão. Arisson afirmou que pediu respeito aos veteranos e que, durante a confusão, a instrutora teria partido para cima dele.
“Ela veio para cima de mim, tentou me agredir e me enforcar. Eu não revidei porque jamais encostaria o dedo em uma mulher”, declarou.
O cacerense relatou ainda que, enquanto era segurado por outros militares, um homem identificado como Alin, apontado como companheiro da instrutora, teria aproveitado a situação para atingi-lo na região da cabeça com um objeto, fazendo com que ele perdesse a consciência.
“Fiquei desacordado, tive convulsão e meus amigos me deram apoio, me acompanharam até o hospital. Hoje estou aqui para esclarecer o que aconteceu”, disse Arisson.
O OCORRIDO
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o combatente brasileiro caído no chão enquanto recebe atendimento de outros militares logo após a agressão.
Conforme relatos divulgados por combatentes brasileiros e perfis que acompanham a atuação de voluntários estrangeiros na guerra da Ucrânia, a confusão teria acontecido durante uma atividade de instrução militar.
As versões divulgadas apontam que Arisson teria discutido com uma instrutora brasileira e, na sequência, um homem identificado como Alin, descrito como cidadão romeno e companheiro dela, teria atingido o mato-grossense na cabeça. O objeto usado na agressão ainda não foi confirmado oficialmente.
Nas imagens, outros militares aparecem tentando prestar os primeiros socorros ao brasileiro e conter a situação para evitar uma escalada da briga.
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