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Cidades Sexta-feira, 16 de Outubro de 2026, 10:52 - A | A

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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2026, 10h:52 - A | A

TRÊS TRAJETÓRIAS

Dia do Eletricista: histórias que se conectam no orgulho de levar energia às pessoas

Uma pioneira que abre caminhos para as mulheres, um profissional de 68 anos que segue na ativa e um jovem que encontrou na eletricidade uma carreira, em comum a paixão pela profissão que atravessa gerações

DA REDAÇÃO

Energisa-MT

Beatriz

A idade, o tempo de experiência e os caminhos que os levaram à eletricidade são diferentes. Mas, quando falam sobre a profissão, os três colaboradores da Energisa Mato Grosso encontram um ponto em comum, o orgulho de fazer parte de uma atividade que exige conhecimento, responsabilidade e dedicação.

Para Beatriz Gonçalves Szablewski, é também a oportunidade de abrir portas para outras mulheres. Para Gilmar Lorenzon, aos 68 anos, é a certeza de ter encontrado uma área com a qual se identifica há décadas. Já para Gabriel Maia, é a chance de transformar uma oportunidade em uma carreira de futuro.

As histórias começaram em momentos diferentes, mas revelam como a profissão se constrói todos os dias, entre desafios, aprendizado e a vontade de seguir em frente.

Energisa-MT

Gilmar

Gilmar

Beatriz aprendeu cedo que, para alcançar seu objetivo, é preciso estar preparada antes mesmo da oportunidade aparecer. Em 2022, ela já havia feito um curso de eletricista, mesmo assim começou na distribuidora como leiturista e, em menos de um ano, tornou-se eletricista de distribuição em Rondonópolis.

Essa disposição para aprender e avançar também aparece na trajetória de Gabriel. Em 2024, quando ainda integrava a 13ª Brigada do Exército, ele recebeu do comandante a oportunidade de participar do projeto Soldado Cidadão, e a possibilidade de transformar essa chance em profissão chamou sua atenção.

“Eu já gostava, já entendia da questão da elétrica residencial. Resolvia bastante problemas elétricos em casa, na casa dos meus pais. Quando surgiu a oportunidade, abracei a causa”, relembra Gabriel.

O curso durou três meses. No mês seguinte à conclusão, veio o contato para contratação pela Energisa, uma rapidez que surpreendeu o jovem. O início da carreira aconteceu no polo de Várzea Grande, onde encontrou profissionais experientes que contribuíram para sua formação.

A troca de conhecimento, que marcou os primeiros passos do jovem Gabriel de 23 anos, também faz parte da história de Gilmar. Aos 68 anos, ele carrega uma trajetória que começou em 1992, na antiga Cemat, inicialmente como atendente. Em 1998, atuava como auxiliar, e logo avançou na carreira realizando o curso de eletricista.

Ao longo dos anos, trabalhou em diferentes municípios, enfrentou rotinas exigentes e acumulou experiências em diversas atividades. Em meio ao trabalho, ainda encontrou disposição para cursar Administração de Empresas à noite, concluindo a graduação em 2011.

A trajetória teve mudanças, desafios e até uma saída da empresa. Mas a identificação com a eletricidade permaneceu. Em 2015, aos 57 anos, surgiu a oportunidade de retornar a Energisa. Desde então, segue na atividade.

“Era nessa área, a eletricidade, que eu me identificava. Foi o trabalho com que eu mais me identifiquei e que procurei desempenhar da melhor forma possível”, conta Gilmar.

A experiência de quem atravessou diferentes fases do setor se conecta à vontade de Gabriel de continuar crescendo. Hoje, além de atuar no polo Cipó, o jovem cursa eletrotécnica e já recebeu uma nova responsabilidade.“Hoje eu já estou como multiplicador no meu setor. Chegam pessoas novas na empresa e eu oriento, ensino a trabalhar. É uma responsabilidade que recebi do meu supervisor”, explica Gabriel.

Energisa-MT

Gabriel

Gabriel

Para ele, a oportunidade representa reconhecimento e um incentivo para continuar investindo na carreira. Os planos incluem avançar nos estudos e, futuramente, cursar Engenharia Elétrica. “É um serviço que planejo ficar muitos anos. Estou investindo na carreira”, diz.

Enquanto Gabriel olha para os próximos passos, Beatriz assumiu recentemente um novo desafio, atuar como eletricista de linha viva, atividade que permite realizar intervenções na rede elétrica energizada sem a necessidade de desligamento. Desde 2015, a Energisa investe na formação desses profissionais e já capacitou mais de 150 eletricistas nessa modalidade. Beatriz é a única mulher entre eles e a primeira mulher em Mato Grosso a alcançar essa formação.

A conquista tem um significado que vai além da trajetória individual. Em um setor historicamente ocupado por homens, ela quer mostrar que outras mulheres também podem encontrar seu espaço. A decisão de avançar na carreira, porém, não elimina as preocupações de quem a ama. A mãe, sua maior incentivadora, sente orgulho da coragem da filha, mesmo diante dos riscos envolvidos no trabalho.

A determinação de Beatriz ganha ainda mais força quando ela pensa nas mulheres que desejam seguir o mesmo caminho. “Eu acredito que existem muitas mulheres com vontade de entrar nesse setor. E eu quero dizer: vocês podem, vocês conseguem. Eu tenho orgulho de ser a primeira mulher formada em Mato Grosso como eletricista de linha viva e espero ver esse número crescer, até que seja algo comum ver mulheres ocupando esse espaço”. 

A coragem de Beatriz, a experiência de Gilmar e os planos de Gabriel mostram que não existe um único caminho para construir uma história na eletricidade. Há quem chegue depois de anos de experiência, quem encontre na profissão uma nova oportunidade e quem decida desafiar os limites do que parecia possível.

No fim, as três trajetórias se encontram em algo que vai além do tempo de serviço ou da função exercida. Está no orgulho de vestir o uniforme, na vontade de aprender mesmo depois de muitos anos e na disposição de contribuir para que outras pessoas também cresçam. É o sentimento que mantém Gilmar na ativa aos 68 anos, que leva Gabriel a planejar os próximos passos e que faz Beatriz querer ver mais mulheres ocupando espaços na profissão.

Neste Dia do Eletricista, histórias como as deles lembram que a energia que chega às casas, aos comércios e às cidades também depende de pessoas que escolhem fazer da eletricidade muito mais do que um trabalho: uma profissão da qual têm orgulho de fazer parte.

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