A entidade ressalta que o futebol cria ídolos entre crianças e jovens, em processo de formação, e entende que tratar alguém capaz de cometer um crime tão bárbaro é um fato bastante preocupante. “Mesmo tendo cumprido parte da pena pela morte de Eliza Samudio, e tendo obtido na Justiça a progressão de regime para o semiaberto, a gravidade dos crimes cometidos por Bruno Fernandes impõe que ele seja tratado com mais rigor e não como se fosse um ‘ídolo’ que merece ser disputado por clubes de futebol”.
Ainda no documento, o Conselho lembra que no mês passado Cuiabá foi uma das cidades a receber a Campanha do Laço Branco, formada por homens que lutam pelo fim da violência contra a mulher. "Em menos de 30 dias após o lançamento da ação o Operário vai na contramão da campanha, tentando a contratação de alguém condenado pela Justiça por ter matado uma mulher", criticou o conselho.
Para o CEDM-MT, a contratação passa uma mensagem subliminar de que machismo e misoginia são práticas toleradas. “Isto, especialmente, no nosso país e estado onde os índices de mulheres que sofrem violência e morrem todos os dias por esse motivo estão entre os mais altos do mundo”.
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