Um mulher de 39 anos morreu na noite da última sexta-feira, 1º, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, vítima de disparo de arma de fogo efetuado pelo companheiro, um homem de 52. O suspeito fugiu do local do crime e está foragido. O caso ocorreu na rua Igor Costa Nascimento, no bairro Cooperativa.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP), policiais militares foram chamados para atender a ocorrência, e, quando chegaram no local, encontraram a vítima caída. O resgate chegou a ser acionado, mas a morte foi constatada no lugar onde o crime aconteceu.
O caso foi registrado como feminicídio no 3º Distrito Policial do município. "As diligências prosseguem para localizar o homem e esclarecer os fatos", informou a SSP-SP, em nota.
À TV Globo, o irmão da vítima disse que a mulher chegou a relatar, há um mês, que estava em "em pé de guerra" com o marido e que ambos viviam em brigas constantes. Ainda segundo o veículo, o feminicídio aconteceu na residência deles e duas crianças, filhas do casal, estavam na casa.
Recorde de feminicídio em SP
Dados divulgados pela Secretaria da Segurança Social de São Paulo, na última quinta-feira, 30, apontam que o Estado registrou recorde de feminicídios no primeiro trimestre deste ano. Entre janeiro e março, foram registradas 86 ocorrências do tipo ante 61 no mesmo período do ano passado.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirma que os indicadores criminais são monitorados de forma permanente e que o enfrentamento à violência contra a mulher é prioridade do governo de São Paulo, que, continua a pasta, tem "intensificado de forma contínua a rede de proteção e os mecanismos de prevenção".
Primeira mulher a assumir a Polícia Militar de São Paulo, a coronel Glauce Anselmo Cavalli disse nesta semana, durante discurso na cerimônia de posse, que quer priorizar o combate à violência doméstica e familiar. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) reforçou as palavras da coronel.
Um dos casos de maior destaque deste ano envolve o tenente-coronel PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. Ele é apontado como principal suspeito de matar a soldado da PM Gisele Alves Santana, de 32, com um tiro na cabeça, dentro do apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. O caso aconteceu em 18 de fevereiro.
Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o tenente-coronel, réu por feminicídio, será julgado pela Justiça Comum, na 5ª Vara do Júri de São Paulo. O tenente-coronel sempre negou o crime e sustenta que Gisele teria cometido suicídio após receber a notícia de que o marido queria a separação. A versão é contestada pelos investigadores./COLABOROU ÍTALO LO RE
(Com Agência Estado)
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