Não é de hoje que ciclistas encontram dificuldades para transitar na Capital, mas o que já era ruim tem piorado significativamente, como é o caso da ciclovia na avenida Archimedes Pereira Lima, mais conhecida como Estrada do Moinho. O local, que faz parte do pacote de mobilidade urbana entregue em 2014 para a Copa do Mundo de Futebol, sofre com falta de sinalização adequada, estacionamentos irregulares e entulhos que impossibilitam o trânsito com as bicicletas, colocando em risco a vida dos cidadãos.
A ciclovia tem 6,9 km de extensão e está localizada em uma das principais vias de acesso das imediações da avenida do CPA à região do Coxipó. Além de estimular a prática de atividade física para uma vida mais saudável, as ciclovias também geram economia e diminuem o número de veículos nas estradas, o que reduz a emissão de gases e os níveis de poluição, por isso, é um meio de transporte mais sustentável.
No entanto, o local se tornou perigoso para os ciclistas que escolheram fazer essa troca de modal. Como é o caso do professor de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Rafael Pedrollo, que arrisca a vida diariamente ao passar pela ciclovia.
“Muitas pessoas, assim como eu, deixaram de utilizar o carro para andar de bike. O movimento na ciclovia em alguns horários é bem intenso, mas tem muita gente que não respeita. Sempre aparece moto e carro na ciclovia, eu mesmo quase já fui atropelado por um motociclista. Outra vez, quase atropelei uma pessoa que saiu do ponto de ônibus e ficou na ciclovia”, pontuou.
Ainda segundo Rafael, em alguns pontos, a quantidade de mato, lama e entulho deixado por obras na região faz com que os ciclistas sejam obrigados a passar pela pista de carros, correndo o risco de ser atropelado pelos veículos que andam em alta velocidade.
“Construíram essa ciclovia em um período em que o Brasil estava no auge sobre o assunto e agora não está tendo manutenção”, desabafou.
OUTRO LADO
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Cuiabá para saber quais ações estão sendo realizadas para resolver os problemas da ciclovia, mas não obteve respostas até o fechamento da matéria.
O espaço segue aberto para manifestação.
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Antonio Menegassi 24/04/2022
Além disso após as 18 hs dezenas de carros estacionam na ciclovia, enquanto bebem em distribuidoras de bebidas ou comem nos diversos bares/espetinhos que tem ao longo da ciclovia, um verdadeiro abuso.
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