Em conversa com o Estadão pouco antes do show, o artista descreveu ter duas vertentes. "Sou mais pop e abrangente no Brasil e eletrônico internacionalmente", disse. Com sucesso estabelecido na Europa, para ele, o topo é consequência.
"Eu desisti já há um bom tempo dessa corrida maluca de querer estar no topo", afirmou. "Não importava ser o número um do mundo e não ser o número um para os meus filhos."
Alok contou que sua música é muito influenciada pelo que viraliza nas redes, mas não acredita na superficialidade de fazer arte apenas para a internet. "O mais importante é não fazer com o viés exclusivo de viralizar. Critico gravadoras que se recusam a lançar música se não for "para o TikTok". Eu faço a arte em que acredito", disse.
O DJ se apresenta em setembro no Brasil com dois shows no Rock in Rio, o Keep Art Human, em que protesta contra a inteligência artificial, e o Wave The World, em que é acompanhado da família. Os pais de Alok têm grande influencia na cena eletrônica brasileira - eles são os criadores do Universo Paralello. Para o artista, porém, o gênero é muito nichado no Brasil e os pais não conseguiram "furar a bolha" como ele.
"Eles continuam muito conectados ao nicho eletrônico por uma questão de escolha e por ser a verdade deles", afirmou. "Segui um caminho diferente por acreditar que minha música poderia ser uma ferramentas para confrontar mais pessoas."
*A repórter viajou a convite do Rock in Rio Lisboa.--
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.







