O primeiro atendimento pode ser decisivo para uma mulher que enfrenta violência doméstica. Para preparar profissionais da segurança pública para acolher essas vítimas, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) iniciou, nesta quarta-feira (14), uma capacitação voltada à identificação de situações de violência, à orientação das mulheres e ao encaminhamento para a rede de proteção.
O 1º Curso de Atendimento à Mulher Vítima de Violência tem duração de dois dias e reúne militares e profissionais de diferentes instituições. As atividades são realizadas no auditório da Controladoria-Geral do Estado, em Mato Grosso, e seguem até quinta-feira (15).
A programação aborda as diferentes formas de violência contra a mulher, os procedimentos de atendimento e os mecanismos de proteção disponíveis no estado. A proposta é fortalecer o acolhimento humanizado, a integração entre as instituições e a prevenção da revitimização, quando a vítima é submetida a situações que ampliam seu sofrimento durante o atendimento.
Durante a abertura, a secretária de Segurança Pública, coronel da Polícia Militar Susane Tamanho, destacou que a postura dos profissionais no primeiro contato pode influenciar a decisão da mulher de buscar ajuda.
Segundo ela, é necessário ouvir as vítimas com sensibilidade, oferecer orientações adequadas e demonstrar que elas podem recorrer aos serviços públicos de proteção.
A delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres de Mato Grosso, ressaltou que os bombeiros podem identificar situações de violência doméstica mesmo quando o chamado inicial envolve outro tipo de ocorrência.
A capacitação busca preparar os profissionais para reconhecer esses sinais e orientar as vítimas sobre os caminhos disponíveis para obter ajuda e proteção.
O comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, afirmou que a corporação já dispõe de instrumentos específicos para orientar o atendimento, como o Procedimento Operacional Padrão (POP) de Atendimento à Mulher Vítima de Violência e o Protocolo de Acolhimento à Mulher Vítima de Violência.
Esses documentos estabelecem diretrizes para garantir sigilo, respeito e proteção durante as ocorrências.
A coordenadora de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e Vulneráveis da Polícia Civil, delegada Judá Maali Marcondes, também destacou a importância do preparo emocional e da comunicação dos profissionais que atuam diretamente com as vítimas.
A iniciativa é promovida pelo Comitê de Gestão de Políticas Públicas para as Mulheres do Corpo de Bombeiros e pretende formar multiplicadores para disseminar as orientações nas unidades da corporação em todo o estado.
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