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APOIO FORENSE

Banco de DNA de MT ajuda a ligar condenados a crimes e já apoia 14 investigações

Mato Grosso inseriu mais de 3 mil perfis genéticos em cinco anos e sistema registra 39 coincidências entre condenados e vestígios

DA REDAÇÃO

REPRODUÇÃO

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O banco de perfis genéticos de Mato Grosso já registra 39 coincidências entre condenados e vestígios de crimes e contribuiu para 14 investigações dentro e fora do Estado entre novembro de 2025 e maio de 2026. Os resultados fazem parte do levantamento nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública que aponta mais de 3 mil perfis de DNA inseridos por Mato Grosso nos últimos cinco anos.

A expansão da base amplia a capacidade da genética forense de relacionar vestígios encontrados em cenas de crime a perfis já cadastrados, inclusive de pessoas condenadas. As comparações são realizadas automaticamente no Banco Nacional de Perfis Genéticos.

Além das 39 coincidências entre condenados e vestígios, o sistema operado pela Politec-MT registra 33 coincidências entre vestígios confirmadas e já permitiu a identificação de 31 pessoas desaparecidas.

Mais de 1,5 mil perfis em um ano

O crescimento mais expressivo ocorreu entre setembro de 2025 e setembro de 2026. Nesse período, foram inseridos 1.537 perfis genéticos, contra 651 registrados entre setembro de 2024 e setembro de 2025. Segundo a Politec, o aumento foi de aproximadamente 136%.

A maior parte das inserções é formada por perfis de pessoas condenadas criminalmente. Somente a Operação Elos DNA, iniciada em julho deste ano, levou à coleta de material genético de 1.031 condenados, com 843 perfis efetivamente inseridos no banco.

Os perfis também podem ser obtidos de vestígios coletados em locais de crime, familiares de pessoas desaparecidas e restos mortais não identificados.

Como o DNA ajuda nas investigações

Depois de inseridos no banco, os perfis são comparados com evidências biológicas coletadas em cenas de crimes em todo o país. O sistema utiliza o Codis, desenvolvido pelo FBI, para armazenar, organizar e realizar os confrontos genéticos.

Na prática, uma coincidência pode indicar uma possível relação entre um vestígio e uma pessoa cujo perfil já esteja cadastrado, ajudando a direcionar a investigação de casos que permaneciam sem autoria conhecida.

Para a diretora do Laboratório Forense da Politec, Helen Coelho, o crescimento da base representa mais do que o aumento no número de registros.

Segundo ela, a expansão consolida o DNA como ferramenta de investigação, capaz de estabelecer conexões entre casos e direcionar linhas investigativas que poderiam não avançar apenas com métodos tradicionais.

A Politec atribui os resultados a medidas como a ampliação da coleta de perfis de condenados, campanhas para obter material genético de familiares de desaparecidos, modernização do Laboratório de DNA e mudanças na gestão dos processos.

Rede nacional

Mato Grosso integra a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, que permite o confronto de materiais coletados em diferentes estados. Com isso, um vestígio encontrado em Mato Grosso pode ser comparado a perfis cadastrados em outras unidades da Federação, ampliando as possibilidades de identificação de envolvidos em crimes e de pessoas desaparecidas.

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