Zema participou de um encontro com lideranças empresariais na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na capital paulista. Durante sua palestra, o mineiro criticou o que chamou de "intocáveis" por causa de acusações de escândalos de corrupção recentes, como o caso do Banco Master, e salientou que tais apontamentos sobre o Judiciário do País têm provocado desejo de mudança ainda maior que nas eleições de 2018, quando ele e o ex-presidente Jair Bolsonaro foram eleitos.
"Inclui principalmente dois ministros, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Esses dois para mim não merecem só processo de impeachment, merecem prisão", disse Zema em entrevista após o evento.
Zema afirmou ainda que levará "sua campanha até o final", mas que deve apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno, caso não avance. Ao ser questionado sobre quais seriam as diferenças programáticas de sua pré-candidatura em relação ao filho de Jair Bolsonaro, Zema disse que possui "propostas diferentes".
"Nós estaremos todos juntos no segundo turno contra a esquerda, contra o PT, contra o (presidente) Lula", afirmou. "Tenho propostas diferentes. Eu estava falando aqui, no meu governo de Minas eu fiz coisa que nenhum político gosta, abri mão de toda mordomia e privilégios, quero ver os concorrentes falarem isso."
Sobre o vídeo gravado com Flávio no fim de semana - em que convidou o senador para ser seu candidato a vice nas eleições -, Zema disse ter sido um momento de "descontração".
(Com Agência Estado)
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