"Tomei muito chute na costela, pisaram no meu pé, no meu joelho, torceram meu braço", disse o condutor. Ele disse não recordar do momento em que os criminosos colocaram falsa bomba. "O caminhão tem cortina. Eu fui colocado no caminhão. Eu só escutava barulho. Fechou e não se movia".
Natural de Ribeirão Pires e colaborador da transportadora Sitrex, Dener contou que estava em viagem desde 12 de outubro. Ele saiu de Quatro Barras, no Paraná, com uma carga de explosivos destinada ao Peru, e retornava para casa quando foi abordado pelos assaltantes.
Na entrevista, ele disse que uma caminhonete se aproximou e um homem que estava na caçamba atirou uma pedra contra o para-brisa do caminhão. Na sequência, os criminosos subiram na cabine, amarraram Dener e o mantiveram sob ameaça. Eles exigiram que o caminhoneiro ligasse para a empresa, com a intenção de sequestrar outro funcionário e roubar a carga.
Na altura do quilômetro 45 do Rodoanel, os suspeitos o obrigaram a atravessar o veículo na pista, bloqueando a via, conforme a vítima relatou à polícia. Dener chegou a ter as mãos amarradas, mas depois de ficar sozinho conseguiu entrar em contato com o Centro de Controle Operacional da rodovia. Ele relatou que havia sido sequestrado e que os criminosos haviam deixado explosivos na carreta - posteriormente identificados como falsos.
Aos policiais, o motorista teria dito que o grupo pretendia usar o caminhão para transportar armas de fogo até o Rio de Janeiro. O veículo estava vazio e não há informações de que os supostos assaltantes tenham levado algum pertence da vítima no crime.
Ao Estadão, o comandante do Batalhão de Operações Especiais, Gustavo Packer Mercadante, afirmou que ainda não está claro como a abordagem foi feita, qual era o objetivo dos criminosos e o motivo de o veículo ter sido deixado atravessado na pista.
Dener foi resgatado e, após ser retirado do caminhão, chegou a desmaiar. Em nota, a transportadora Sitrex, responsável pelo veículo, informou que o caminhão estava vazio e que a carga havia sido entregue a um cliente. A Sitrex também não confirmou o ponto de partida da viagem, mas afirmou que Dener "cumpriu adequadamente todos os procedimentos legais e de segurança", incluindo os períodos de descanso e o respeito aos limites de velocidade.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado afirmou que o Setor de Investigações Gerais (SIG) de Taboão da Serra apura todas as circunstâncias do caso e que a Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança e realiza outras diligências para identificar os envolvidos.
(Com Agência Estado)
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