No ofício, o STF reconhece a relevância da comissão e afirma estar à disposição para auxiliar nas investigações. A Corte ponderou, no entanto, que, dependendo do objetivo da CPMI, o pedido pode extrapolar as atribuições da diretoria-geral e precisar ser submetido à presidência do tribunal.
A resposta ocorreu após o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI, enviar ofício em 19 de março solicitando que o STF informasse quais foram os usuários do número nos últimos cinco anos, de janeiro de 2021 até a data do documento. O pedido partiu da identificação, pelo Sittel (Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos), de que o telefone para o qual Vorcaro enviou mensagens pertencia ao STF.
O prazo de dois dias úteis fixado por Viana encerrou-se na segunda-feira, 23. Após o vencimento, o senador anunciou que oficiaria o presidente do STF, Edson Fachin, para identificar quem usava o número contatado pelo banqueiro no dia de sua prisão, em 17 de novembro de 2025.
No último dia 16, Viana afirmou no programa Roda Viva, da TV Cultura, que a comissão teve acesso aos dados do celular de Vorcaro e confirmou que o número pertencia a um aparelho funcional do STF. O senador chegou a atribuir o dispositivo ao ministro Alexandre de Moraes, mas recuou e passou a dizer apenas que era do Supremo. Questionado sobre a origem da informação, não explicou.
Vorcaro e Moraes trocaram mensagens pelo WhatsApp durante todo o dia 17 de novembro de 2025, data em que o dono do Master foi preso pela PF, segundo informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, e confirmadas pelo Estadão.
Em nota, a Secretaria de Comunicação do STF negou que as mensagens detectadas no celular de Vorcaro se refiram a conversas com o ministro.
(Com Agência Estado)
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