Hoje pré-candidato ao governo do Rio, Garotinho foi condenado a 13 anos e nove meses de prisão e perda dos direitos políticos em um dos desdobramentos da Operação Chequinho. A ação apurou o uso do programa social Cheque Cidadão para obtenção de apoio eleitoral a Rosinha Garotinho, esposa do ex-governador, e outros aliados.
Com a anulação da condenação, Garotinho recupera seus direitos eleitorais.
Zanin apontou ilicitude no recolhimento das provas centrais do processo, extraídas de computador da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Campos dos Goytacazes. Para o magistrado, houve quebra na cadeia de custódia e comprometimento da confiabilidade das evidências, uma vez que os dados foram obtidos por pendrive e sem a devida perícia técnica para garantir sua autenticidade.
A falha foi considerada por ele uma violação direta aos princípios constitucionais do contraditório, do devido processo legal e da inadmissibilidade de provas ilícitas.
Ao recorrer, a PGR sustentou que o entendimento contrariava decisão da própria Segunda Turma tomada em 2022. Na ocasião, o então ministro Ricardo Lewandowski anulou a condenação de Thiago Cerqueira Ferrugem Nascimento Alves, outro réu da Operação Chequinho, com base no mesmo problema probatório. Ele entendeu que o benefício não poderia ser estendido a Garotinho, que respondia a processo distinto e também havia sido condenado por outros crimes.
Zanin adotou posição diferente. Em sua avaliação, "o fato de os beneficiados terem sido condenados em ações penais distintas não impede o reconhecimento, em seu favor, da mesma nulidade".
Os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Nunes Marques referendaram a decisão de Zanin e mantiveram a anulação da condenação. O ministro Luiz Fux foi o único a divergir.
(Com Agência Estado)
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