Segundo o relator, não há elementos suficientes para a abertura de uma investigação contra Gonet, pois seus contatos com o ex-dono do Banco Master eram limitados. Além disso, segundo Sanseverino, o material obtido pela Polícia Federal não mostra pedido de vantagem de Vorcaro ao procurador-geral, mas conversas de terceiros, sem participação de Gonet.
Sanseverino votou pela manutenção de Gonet à frente dos procedimentos relacionados ao Master e sustentou que somente o Supremo Tribunal Federal (STF) pode decidir sobre o eventual impedimento do procurador-geral no caso.
O parecer do relator será votado pelos membros do Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF). Os conselheiros estão reunidos na manhã desta sexta-feira, 25, para decidir sobre o caso.
A Polícia Federal recuperou uma foto em que Gonet aparece empunhando um charuto na mesma mesa que Vorcaro, além de mensagens em que o PGR disse estar com "saudades" do banqueiro, a quem chamou de "máquina".
O relatório de Sanseverino aponta que o encontro entre Gonet e Vorcaro em Londres foi um "fato isolado" e "superficial". "Se, a partir desse encontro em ambiente social, de forma isolada e superficial, na presença de outras pessoas, entre o PGR, Daniel Vorcaro e outros convidados, criou, no investigado Daniel Vorcaro, a expectativa de se criar, a partir daí, algum tipo de relação, vínculo ou vantagem em face do PGR, é lícito afirmar que os fatos posteriores, depois de o PGR tomar conhecimento da investigação criminal do caso Master, não confirmaram essa eventual expectativa."
(Com Agência Estado)
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