A notícia de que se tratava do corpo de Letícia e que ela tinha morrido de hipotermia levou quase dois anos para chegar. Frederico Oliveira, irmão de Letícia, acredita que ela entrou nos Estados Unidos ilegalmente. Ele também não sabe dizer o que ocorreu para ela estar na área de mata no Canadá. Em agosto de 2023, ela solicitou para a família documentos para dar conseguir um visto provisório.
O corpo foi encontrado em 26 de abril de 2024 e divulgado incialmente pela página do Facebook Unidentified Human Remains Canada. O perfil é administrado por Jan Guppy, 53 anos, que trabalha de Alexandria, Ontário. A ONG possui mais de 164 mil seguidores e publica casos quase diariamente.
Jan Guppy afirmou ao Estadão que trabalha em colaboração com polícias e legistas e que recebe contatos semanais de familiares de desaparecidos. "Trabalhando ativamente em mais de 500 casos de pessoas não identificadas e centenas de casos de desaparecimentos de longa duração", disse Guppy.
Quem era Letícia
Formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Letícia concluiu o mestrado em Ciências no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e sonhava fazer um doutorado "sanduíche" em parceria entre o ITA e o MIT.
A família não sabe dizer como que ela foi parar na região de mata do Canadá, mas afirma que primeiro ela foi para a Argentina e, depois, seguiu para a Bolívia em missão religiosa.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que acompanhou o caso por meio do Consulado-Geral do Brasil em Montreal e presta a assistência consular cabível aos familiares da nacional.
(Com Agência Estado)
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