De acordo com Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), o acadêmico foi encontrado inconsciente na faixa de areia. As equipes de resgate chegaram a tentar manobras de reanimação ainda na praia.
Embora tenha sido um dos principais intelectuais envolvidos na fundação do PT, o cientista político e professor da USP tornou-se crítico da sigla nos últimos anos - e chegou a dizer, em 2010, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia "passado dos limites."
Em 2023, durante entrevista concedida ao Estadão, Moisés apontou que o PT "tinha um vício de achar que, se o protesto era feito por ele, era legítimo, mas se o protesto era contra, era ilegítimo". Fez questão ainda de ressaltar que a omissão das forças democráticas ao mal-estar em relação ao funcionamento do sistema político abriu espaço para a direita e outros segmentos conservadores assumirem o protagonismo nas manifestações ocorridas dez anos antes, em 2013.
ABCP lamenta morte do acadêmico
Por meio das redes sociais, a Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) lamentou a morte de Moisés. "Sua trajetória acadêmica, marcada pelo rigor intelectual e pelo compromisso com a vida pública, deixa um legado incontornável para a área e para gerações de pesquisadoras e pesquisadores."
Ainda de acordo com a ABCP, Moisés foi uma figura central na internacionalização da pesquisa brasileira. Ele representou o Brasil em fóruns globais de prestígio, servindo no Comitê Executivo da Associação Internacional de Ciência Política (IPSA) entre 2011 e 2015, e no Conselho Internacional de Ciências Sociais (ISSC) de 2013 a 2016.
Além de sua produção teórica sobre cultura política e a qualidade da democracia, o professor teve um papel administrativo e de liderança fundamental na ABCP. Foi ele o primeiro coordenador da Área Temática de Cultura Política e Democracia da instituição, cargo que ocupou de 2006 a 2012.
(Com Agência Estado)
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