Sexta-feira, 06 de Março de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Brasil Sexta-feira, 06 de Março de 2026, 14:00 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Sexta-feira, 06 de Março de 2026, 14h:00 - A | A

Moraes arquiva investigação contra irmã de 'kid preto' que escondeu eletrônicos em panetone

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta quinta-feira, 5, o arquivamento da investigação contra a policial Dhebora Bezerra de Azevedo, irmã do tenente-coronel Rodrigo Bezerra, que tentou entrar no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, com aparelhos eletrônicos escondidos em uma caixa de panetone.

Em dezembro de 2024, durante uma visita ao quartel onde o irmão - um dos "kids pretos" preso por suposta participação na trama golpista - está preso, Dhebora colocou um fone de ouvido, um cabo USB e um cartão de memória escondidos na embalagem do doce. Os objetos foram apreendidos e a visita não foi realizada.

Na época, Moraes determinou a suspensão provisória das visitas ao militar, até que a Polícia Federal investigasse as circunstâncias do caso e eventual participação do preso na tentativa de entrada dos equipamentos.

Em depoimento à PF, ela afirmou que a ideia partiu dela, para que o irmão pudesse ouvir música enquanto treinava na prisão. Em virtude de Dhebora ser agente da Polícia Civil do Estado do Ceará, Moraes argumentou na decisão que ela tinha conhecimento da irregularidade da conduta ao esconder os equipamentos dentro de uma caixa de panetone.

Na decisão desta quinta, Moraes arquivou a investigação porque considerou que a conduta não teve relevância penal suficiente para justificar um processo criminal. Além disso, o magistrado autorizou Dhebora a visitar novamente o irmão, desde que respeite as regras do Batalhão da Polícia do Exército em Brasília.

"Na presente hipótese não se verifica relevância material da conduta praticada por DHEBORA BEZERRA DE AZEVEDO, configurando, portanto, a desnecessidade da aplicação da lei penal em face da insignificância da conduta e, por consequência, revela-se desarrazoado manter a persecução penal contra a investigada", escreveu Moraes na decisão.

Condenação do irmão

O irmão de Dhebora, o tenente-coronel do Exército Rodrigo Bezerra de Azevedo, fez parte do "núcleo de ações coercitivas" (núcleo 3) do plano de golpe para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro(PL) no poder após a derrota nas eleições de 2022.

O militar que fazia parte do grupo de operações especiais do Exército, conhecido como "kids pretos", foi condenado a 21 anos de prisão em regime inicial fechado e multa de 120 salários mínimos, além de pagar multa solidária por danos morais coletivos pelos danos causados na Praça dos Três Poderes no episódio do 8 de Janeiro.

Rodrigo e os demais réus foram condenados no dia 18 de novembro de 2025 por unanimidade pela Primeira Turma do STF.

(Com Agência Estado)

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros