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Brasil Quarta-feira, 14 de Outubro de 2026, 18:00 - A | A

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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2026, 18h:00 - A | A

Mais de 60 organizações da sociedade civil fazem propostas para ambiente digital transparente

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Um grupo de 64 organizações da sociedade civil elaborou uma agenda de propostas para ampliar a transparência das plataformas digitais, regulamentar a inteligência artificial (IA) e fortalecer a proteção dos direitos dos usuários na internet. O documento, chamado Agenda Nosso Digital, será apresentado nesta quinta-feira, 15, com sugestões para orientar as políticas públicas e a regulamentação do setor entre 2026 e 2030.

Entre as principais propostas, estão a criação de regras de transparência sobre os critérios de moderação de conteúdo utilizados pelas plataformas digitais, maior clareza sobre a coleta de dados pessoais e o direcionamento de anúncios, além de mecanismos para responsabilizar empresas por danos provocados por algoritmos.

As entidades também defendem o avanço da regulamentação da inteligência artificial, prevista no Projeto de Lei nº 2.338/2023, e a criação de incentivos ao desenvolvimento de tecnologias nacionais, incluindo modelos de IA abertos, que possam ser auditados e adaptados à realidade brasileira.

"A pergunta não é mais se o ambiente digital precisa de regras, mas quais regras queremos construir e a quem elas devem servir. A Agenda Nosso Digital apresenta propostas para que a regulação avance com direitos, transparência e interesse público no centro", afirmou Humberto Ribeiro, cofundador e diretor jurídico do Sleeping Giants.

O documento também propõe a criação de uma instância permanente de governo para coordenar a política digital nacional, com participação da sociedade civil, e a elaboração de um plano de longo prazo para ampliar a autonomia tecnológica do País. Outras medidas incluem salvaguardas para tecnologias de vigilância, proteção da criptografia de ponta a ponta e implementação das regras de proteção de crianças e adolescentes previstas no ECA Digital.

A agenda foi elaborada em um processo participativo que envolveu mais de 100 pessoas, coordenado pelo Instituto Cidade Democrática, a convite de representantes do Sleeping Giants, InternetLab, Barão de Itararé e Instituto Dahora que integram a Comissão Temática de Tecnologia, Inovação e Transformação Digital do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS).

Segundo as organizações, o objetivo é contribuir para a formulação de normas e políticas públicas que garantam maior transparência, participação social e proteção de direitos no ambiente digital brasileiro.

(Com Agência Estado)

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