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Brasil Quarta-feira, 14 de Outubro de 2026, 17:30 - A | A

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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2026, 17h:30 - A | A

Boulos afirma que Flávio Bolsonaro conta 'mentira eleitoreira' sobre fim da escala 6x1

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), disse que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tenta enganar os trabalhadores ao anunciar apoio ao fim da escala 6x1. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira, 14, Boulos reforçou que o senador pretende votar a favor da proposta durante a campanha, mas trabalhar para revertê-la caso seja eleito.

"Gente, a mentira do Flávio Bolsonaro não durou nem 24 horas. É impressionante", afirmou. Segundo Boulos, Flávio passou meses criticando a proposta e mudou de posição diante da proximidade da votação. "Chegou ontem, ele viu que não ia ter como, que a votação ia acontecer hoje e disse que ouviu a voz do povo e que agora era a favor do fim da 6 por 1", declarou.

O político do PSOL também mencionou a reportagem publicada apontando que Flávio teria sinalizado a aliados a intenção de rever a mudança na jornada de trabalho após as eleições. O político criticou ainda a proposta alternativa de remuneração por hora trabalhada, que chamou de "PEC dos patrões", e afirmou que ela ameaça direitos como 13º salário, férias remuneradas e horas extras.

Flávio anunciou a mudança de posição na terça-feira, 13. Até então, havia classificado a proposta como "oportunista", por ter sido apresentada às vésperas das eleições. Ao justificar o voto favorável, afirmou que "a maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6x1". O candidato, porém, manteve críticas ao formato da PEC e voltou a defender uma jornada flexível, negociada entre empregado e empregador.

O Senado segue votando a PEC que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, precisa de pelo menos 49 votos favoráveis dos 81 senadores em cada um dos dois turnos. Se aprovada sem alterações, seguirá para promulgação, com implementação gradual das mudanças ao longo de 14 meses.

(Com Agência Estado)

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