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Brasil Terça-feira, 16 de Junho de 2026, 07:30 - A | A

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Terça-feira, 16 de Junho de 2026, 07h:30 - A | A

Frente parlamentar e delegados repudiam fala de Lula sobre delegacias e celulares roubados

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A Frente Parlamentar da Segurança Pública e a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol) divulgaram notas de repúdio às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Conselhão, na quarta-feira, 10. O petista sugeriu ser mais seguro devolver celulares roubados nos Correios do que em delegacias. Também associou a compra de produtos roubados à população de baixa renda.

"Na delegacia, as pessoas têm até medo, porque não sabem o tipo de delegado que vão encontrar ou o tipo de policial", disse Lula ao justificar a escolha do Correios para receber aparelhos devolvidos pelo programa Telefone Seguro. A proposta do governo é enviar mensagens aos celulares roubados, com informações para a devolução.

A Frente Parlamentar, presidida pelo deputado Alberto Fraga (PL-DF), classificou as declarações como ataques injustificados à honra e à credibilidade de milhares de policiais civis. A nota afirma que "generalizações dessa natureza enfraquecem a confiança da população nas instituições responsáveis pela segurança pública".

A Adepol, por sua vez, destacou que a apreensão e custódia de celulares em delegacias seguem procedimentos legalmente estabelecidos, sujeitos à fiscalização do Judiciário e do Ministério Público. A entidade considerou "inadequada, injusta e descontextualizada" qualquer generalização que comprometa a confiança nas instituições policiais.

No mesmo dia, Lula disse os compradores de celulares roubados são os pobres. "Quem é que não gosta de comprar uma coisinha barata? Todo mundo gosta", afirmou o presidente.

A Frente Parlamentar também criticou essa fala e a classificou como uma associação genérica e preconceituosa entre a população de baixa renda e o crime de receptação (quando alguém adquire, oculta, transporta ou vende um produto que sabe ser de origem ilícita).

"Trata-se de uma generalização incompatível com o respeito à dignidade humana e com os princípios constitucionais da igualdade e da não discriminação", afirma a nota.

(Com Agência Estado)

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