O presidenciável minimizou, porém, a tentativa de golpe de 2022, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inconformados com o resultado do pleito daquele ano, invadiram prédios públicos em Brasília. Segundo Flávio, essas pessoas deveriam responder por depredação, e não por atentado contra o Estado democrático.
"Não dá para querer dizer que uma senhorinha com bíblia, um cara vendendo algodão doce no meio da manifestação está tentando dar um golpe. Acha o que? Que ia sentar uma senhorinha lá na cadeira de presidente da República e dar ordem, todo mundo começar a cumprir?", questionou.
Críticas às urnas eletrônicas
Flávio Bolsonaro tem feito uma série de críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em julho, durante reunião com embaixadores, ele pediu que seus países enviem "a maior quantidade de observadores possível" para supervisionar as eleições brasileiras em outubro.
"Não estou questionando o sistema de eleição brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possível para nossa eleição e pessoas que têm conhecimento sobre essa tecnologia", disse Flávio.
Na ocasião, ele afirmou que um documento da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, apontou manipulação nas eleições venezuelanas. "Uma das suspeitas é de que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana... Uma das suspeitas é de que tenha havido uma programação para alteração das votações naquele país nas eleições de 2010", disse. "Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana", afirmou o senador.
Em 2020, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nota em que nega o uso de aparelhos da Smartmatic.
(Com Agência Estado)
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