"O governo tem que mandar para o Congresso Nacional a regulamentação dessa reforma tributária, com um cálculo e uma explicação de por que vai chegar nessa alíquota de 28%. A gente vai ter que encontrar um mecanismo de maior equilíbrio", declarou.
Flávio, que votou contra a reforma no Senado, afirmou que o texto aprovado contém aspectos positivos, mas ficou "muito desequilibrado". Segundo ele, já era possível prever durante a tramitação que as mudanças provocariam aumento excessivo da carga tributária.
"Votei contra a reforma tributária porque estava óbvio que aumentaria demais a carga tributária. Um IVA de 28% é algo que não dá para entender", disse.
O candidato prometeu priorizar a redução dos tributos incidentes sobre o setor produtivo, principalmente sobre as atividades de comércio e serviços. "Não vou descansar enquanto a gente não reduzir essa carga tributária em cima, principalmente, dos setores de serviços e comércio", afirmou.
Flávio afirmou que a trajetória da dívida pública acompanha o endividamento da população e atribuiu ao governo Lula a dívida de 82 milhões de brasileiros. O dado citado é similar ao divulgado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e da Serasa, embora não tenha informado a fonte.
"Quando o governo se endivida, as famílias brasileiras se endividam. Se você olhar o gráfico, é a mesma curva ascendente. Essa dívida que mais de 82 milhões de brasileiros têm não é deles, é do Lula", afirmou.
As declarações foram dadas durante almoço com o governador e candidato à reeleição em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), no Hocca Bar, no Shopping Plaza Mooca, na zona leste paulistana. O encontro foi organizado pelo vereador João Jorge (MDB).
(Com Agência Estado)
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