"Eu nunca pensei em sair do País. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar", disse o senador no dia seguinte à derrota na disputa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi reeleito.
Flávio Bolsonaro foi intimado na segunda-feira para entregar seus passaportes em um prazo de 24 horas, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Esse prazo venceu no final da manhã desta terça-feira, mas ele não compareceu para cumprir a ordem e teve os documentos cancelados.
No vídeo, Flávio afirmou ainda que a decisão de Moraes teria como motivação uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), feita em um podcast americano. No programa, realizado na sexta-feira anterior ao dia da eleição, Eduardo defendeu que Flávio deixasse o País, caso perdesse a eleição. "Eu nunca falei isso", disse o senador.
A ordem de entrega do documento foi emitida por Moraes ainda na noite de domingo, 25, após o término das eleições. A determinação está relacionada com inquérito que investiga suspeita de esquema de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz.
Flávio é investigado ainda em outro inquérito. Este apura os pedidos de recursos financeiros para o banqueiro Daniel Vorcaro para a realização do filme 'Dark Horse', que tramita no STF sob a relatoria de André Mendonça.
Sem ser eleito presidente, Flávio ficará pela primeira vez em 24 anos sem um cargo político, perdendo assim imunidade parlamentar e foro privilegiado.
(Com Agência Estado)
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