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Brasil Sábado, 22 de Junho de 2013, 12:12 - A | A

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Sábado, 22 de Junho de 2013, 12h:12 - A | A

PRESSÃO POLÍTICA

Fifa elogia Dilma, mas ainda está cautelosa sobre solução para crise

Fifa cobrou mais segurança do governo, serviram para a entidade deixar claro o seu descontentamento em relação à segurança da competição

PORTAL UOL


Em declaração oficial na manhã deste sábado, a Fifa fez elogios à declaração da presidente da República, Dilma Roussef, em relação aos protestos no país e menções aos benefícios da Copa-2014. Extra-oficialmente, no entanto, a entidade ainda se mantém cautelosa em relação à efetiva redução das manifestações e segurança de suas delegações e instalações.

"Nós recebemos bem a declaração da presidente Dilma Roussef para a nação e nós reafirmamos nossa colaboração com o governo de entretar uma Copa das Confederações e Copa-2014, segura e bem-sucedida para todos os torcedores de futebol poderem aproveitar", afirmou a declaração oficial da entidade.

A Fifa vinha esperando uma posição oficial do governo em relação aos protestos e o Mundial desde o início das competições. Internamente, fora dos microfones, a avaliação da entidade é que a presidente demorou para se manifestar.

Reprodução TV

Presidente Dilma falou à nação e fez autocrítica sobre omissão de políticos

As reuniões de emergência ocorridas na quinta-feira e sexta-feira, em que a Fifa cobrou mais segurança do governo, serviram para a entidade deixar claro o seu descontentamento em relação à segurança da competição. O governo respondeu com um aumento de cerca de 20% a 30% na segurança dos estádios e instalações da competição, como informou o UOL Esporte. Neste plano, está incluída a utilização da Força Nacional e também o exército, segundo sinalização dada pelo governo.

Ainda assim, a Fifa ainda se mantém cautelosa em entender que houve de fato uma solução para o problema. Dentro da entidade, há a opinião de que é preciso esperar os próximos dias para saber se de fato as medidas e a declaração de Dilma vão amenizar o clima para a Copa das Confederações.

FIFA E GOVERNO

Todas essas variáveis - principalmente o ultimato do secretário-geral Jérôme Valcke ameaçando tirar a competição a Copa das Confederações do Brasil - azedaram o clima entre a Fifa e o governo federal. Oficialmente, o discurso é de que nada mudou e a relação entre as partes é boa. Também há uma tentativa de dizer que, no final do dia, as operações nos estádios estão transcorrendo sem percalços.

"Queremos ter certeza de que os torcedores tenham boa operação funcionem bem. Para nós, a operação já vem funcionando bem. Vejam Itália e Brasil. É algo para todos os fãs se divertirem", afirmou o porta-voz da Fifa, Pekka Odrizola.

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