O caso foi denunciado nesta segunda-feira, 5, pelo Centro Acadêmico do curso de Economia (Caeco), que diz repudiar a atitude. Em nota, a UFMT afirmou que o caso foi levado para a ouvidoria.
As mensagens teriam sido enviadas entre os dias 3 e 4 de outubro. Entre elas, um suspeito teria dito, segundo o Centro Acadêmico, que só tem respeito pela mulher e pela filha, e que "os preto lá ta achando q tem direito agora (sic)". O homem não foi identificado.
O caso começou quando algumas mensagens de conteúdo racista foram enviadas em um grupo administrado pelo Centro Acadêmico e fechado apenas para estudantes de Economia.
Os responsáveis pelas mensagens foram removidos, e o canal foi restringido apenas aos administradores para evitar novas manifestações violentas.
Parte dos integrantes expulsos começou a ir para outro grupo de mensagens, dessa vez da Atlética do curso. Lá, um deles voltou a fazer agressões, conforme o Caeco.
Entre as mensagens, houve o compartilhamento da imagem de uma mulher negra fazendo um exame de ultrassom, na qual a imagem atribuída ao filho aparece como a de um macaco.
Na sequência, um estudante escreveu: "Por causa de vc os preto lá ta achando q tem direito agora (sic)", em referência ao grupo que tinha restringido as mensagens por causa do conteúdo racista anteriormente divulgado.
Ainda teria dito, de acordo com o Caeco, frases misóginas: "Por isso tem que ser contra as 'muié' mesmo... eu sou a favor da minha mulher e da minha filha, o resto das mulher tem que se f... mesmo (sic)".
Em nota, a UFMT informou que o caso está sob sigilo e que a denúncia foi encaminhada pela Ouvidoria da universidade para a "unidade competente", que está adotando "as providências administrativas cabíveis".
A universidade disse ainda que outros esclarecimentos serão prestados "quando cabíveis" e que a UFMT reafirma o compromisso com "o respeito à diversidade, à dignidade das pessoas e com a manutenção de um ambiente universitário livre de discriminação e violência".
Em nota, o Caeco disse que as manifestações "são expressões de racismo, misoginia e violência" e afirmou repudiar, de forma veemente, qualquer "tentativa de naturalizar ou relativizar esse tipo de comportamento".
Já a Atlética Monopólio disse que o "racismo e misoginia não representam os valores" do grupo e que "não serão tolerados em nossos espaços".
Questionada, a Polícia Civil do Estado não retornou aos contatos da reportagem. O texto será atualizado em caso de manifestação.
(Com Agência Estado)
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