O documento foi entregue durante encontro no Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo, na região de Santa Cecília, na capital paulista. Participaram da agenda o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ex-ministros da Fazenda Fernando Haddad (PT), do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) e do Planejamento Simone Tebet (PSB).
Intitulado "Pela democracia, pela estabilidade, pelo desenvolvimento com justiça social e ambiental e pelo Brasil", o manifesto afirma que a reeleição de Lula oferece melhores condições para preservar o equilíbrio institucional, os direitos e as liberdades democráticas. Em contraponto, diz que o projeto de Flávio representa riscos de retrocessos sociais e institucionais.
O manifesto é assinado por 15 nomes: Aloysio Nunes Ferreira, Beatriz Bracher, Beatriz Cardoso, Carlos Nobre, Claudia Costin, Eduardo Giannetti, Fabio Feldman, Floriano Pesaro, José Carlos Carvalho, José Carlos Dias, Izabella Teixeira, Miguel Reale Jr., Rosiska Darcy de Oliveira, Oscar Vilhena e Rubens Ricupero.
"Consideramos que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva oferece ao País melhores condições para assegurar esse equilíbrio institucional, preservar direitos e liberdades", diz o texto.
Os signatários também afirmam que a candidatura de Flávio ameaça conquistas sociais consolidadas e a atuação diplomática brasileira. O documento cita riscos à interlocução internacional multilateral e defende a manutenção de canais de diálogo entre diferentes setores da sociedade.
A declaração ressalta, porém, que o apoio não significa concordância irrestrita com o atual governo. "Muitos de nós temos diferenças com o presidente Lula e críticas a seu governo, e preservaremos nossa independência para expressá-las", afirma o manifesto. "Antes de apoio a um nome, esta manifestação é de apoio ao Brasil, ao nosso espaço nacional e aos seus valores fundamentais comuns."
Entre as prioridades defendidas pelo grupo estão o crescimento econômico, a geração de empregos, a recuperação da capacidade industrial, o estímulo à inovação e o avanço da agricultura de baixo carbono. O documento também menciona educação, ciência, tecnologia e responsabilidade ambiental, além da preservação de florestas, recursos hídricos, biodiversidade e minerais estratégicos.
Na área institucional, os signatários defendem o respeito à diversidade e aos direitos fundamentais e afirmam que adversários políticos, instituições públicas, universidades, imprensa e organizações da sociedade civil não devem ser tratados como inimigos.
O texto também defende que o desenvolvimento econômico esteja associado à estabilidade, à preservação ambiental e ao uso responsável dos recursos naturais, com compromisso com as futuras gerações.
(Com Agência Estado)
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