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Brasil Terça-feira, 07 de Julho de 2026, 21:30 - A | A

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Caiado, sobre tarifas: Tenho coragem de assinar projeto que tipifique traição à pátria

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O pré-candidato do PSD à Presidência e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou nesta terça-feira, 7, que tem "coragem" de assinar e encaminhar ao Congresso um projeto que tipifique o crime de traição à pátria. A declaração foi dada ao comentar a atuação de integrantes da família Bolsonaro junto ao governo de Donald Trump em meio às tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

As declarações foram feitas ao longo de debate organizado pelo grupo Derrubando Muros, conduzido pelo empresário José César Zeca Martins, em São Paulo (SP). Ao ser questionado sobre a atuação do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, Caiado classificou o ato como inaceitável.

"Da mesma maneira que eu disse a você que tenho coragem de assinar a anistia, eu tenho coragem de assinar o projeto que tipifique o crime de traição à pátria", disse Caiado. O pré-candidato afirmou que o jurista Miguel Reale pode encaminhar uma proposta nesse sentido à sua campanha.

O ex-governador afirmou nesta terça-feira, 7, ser contrário à iniciativa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de pedir ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, o adiamento da entrada em vigor das tarifas americanas sobre produtos brasileiros para depois das eleições. Caiado questionou a possibilidade de "modular" uma tarifa de acordo com o calendário eleitoral e comparou a situação à aplicação de multas.

Ele também citou o caso do dumping e afirmou que o Brasil, embora identifique práticas de concorrência desleal e disponha de legislação antidumping, muitas vezes deixa de aplicar as medidas previstas ou de levar as investigações adiante.

Ainda assim, Caiado reiterou a defesa da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Segundo o ex-governador, a medida teria o objetivo de "pacificar" o País e permitir a retomada do debate sobre temas construtivos. Ele prometeu encaminhar o ato no primeiro dia de mandato, caso vença as eleições.

(Com Agência Estado)

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