As declarações foram feitas ao longo de debate organizado pelo grupo Derrubando Muros, conduzido pelo empresário José César Zeca Martins, em São Paulo (SP). Ao ser questionado sobre a atuação do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, Caiado classificou o ato como inaceitável.
"Da mesma maneira que eu disse a você que tenho coragem de assinar a anistia, eu tenho coragem de assinar o projeto que tipifique o crime de traição à pátria", disse Caiado. O pré-candidato afirmou que o jurista Miguel Reale pode encaminhar uma proposta nesse sentido à sua campanha.
O ex-governador afirmou nesta terça-feira, 7, ser contrário à iniciativa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de pedir ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, o adiamento da entrada em vigor das tarifas americanas sobre produtos brasileiros para depois das eleições. Caiado questionou a possibilidade de "modular" uma tarifa de acordo com o calendário eleitoral e comparou a situação à aplicação de multas.
Ele também citou o caso do dumping e afirmou que o Brasil, embora identifique práticas de concorrência desleal e disponha de legislação antidumping, muitas vezes deixa de aplicar as medidas previstas ou de levar as investigações adiante.
Ainda assim, Caiado reiterou a defesa da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Segundo o ex-governador, a medida teria o objetivo de "pacificar" o País e permitir a retomada do debate sobre temas construtivos. Ele prometeu encaminhar o ato no primeiro dia de mandato, caso vença as eleições.
(Com Agência Estado)
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