Segundo a família da vítima, os dois tinham uma relação de amizade e a menina confiava no rapaz. O delegado Marcelo Pereira Dias, responsável pelo caso, disse que o suspeito alegou ter cometido o crime pela desconfiança de que a menina estava armando uma armadilha contra ele - que havia recebido ameaças no bairro onde moravam. A versão é contestada pela família.
"Ele (disse que) agrediu a vítima pelo menos quatro vezes na região da nuca e lateral da cabeça. Segundo ele, agiu sozinho", conta o delegado. "Disse que não premeditou o crime e teria convencido a vítima a acompanhá-lo até o local ermo sob a justificativa de buscar um entorpecente que havia guardado horas antes no local. A vítima foi até casa dele e caminharam até o local dos fatos. Após matar a vítima a tijoladas, ele disse que permaneceu entre 30 e 40 minutos no local dos fatos", afirmou.
De acordo com o delegado, o suspeito negou ter praticado violência sexual contra a adolescente. "Ele disse que deixou a vítima no local dos fatos vestida, que não promoveu qualquer tipo de ato sexual e que havia a possibilidade de outras pessoas terem frequentado o terreno após a saída dele", explicou Dias.
Durante a investigação, os policiais civis cumpriram buscas na casa do rapaz que confessou o crime e encontraram o celular e os chinelos da vítima, além de roupas dele com vestígios de sangue. "O suspeito sofreu uma lesão no nariz, a princípio provocada pela vítima no embate corporal", disse o delegado. Um tijolo com marcas de sangue também foi apreendido pela polícia no local do crime.
Os investigadores continuam em busca de imagens de câmeras de segurança das imediações para entender se houve a participação de terceiros e também checar a possibilidade de vilipêndio ao cadáver da vítima após o rapaz deixar o local do crime. A polícia também aguarda a conclusão de laudos periciais.
Além do crime de homicídio, o jovem vai responder pelo furto do celular da vítima. Conforme o delegado, o inquérito deverá ser concluído no prazo de dez dias. Ele também destacou a colaboração dos familiares da vítima na identificação e descoberta do paradeiro do suspeito.
Ainda segundo o delegado, o suspeito foi preso na quarta-feira quando chegava ao trabalho. No local, ocorreu uma tentativa de linchamento. "Na ocasião, populares tentaram agredi-lo fisicamente, mas a equipe interveio e evitou que uma nova tragédia acontecesse", contou Dias.
(Com Agência Estado)
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