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Brasil Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2026, 09:01 - A | A

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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2026, 09h:01 - A | A

DENUNCIAS RECORRENTES

Ação da Polícia Civil interrompe exploração infantil em shopping

As informações indicavam que os menores estariam sendo submetidos à venda ambulante e, em alguns casos, associados à prática de furtos

DA REDAÇÃO

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) interrompeu, nessa quarta-feira (14/1), uma situação de exploração infantil e grave vulnerabilidade social envolvendo crianças utilizadas por adultos para a venda irregular de balas dentro de um shopping em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

A ação foi resultado de uma investigação em andamento na unidade policial, instaurada a partir de denúncias recorrentes sobre a presença de crianças e adolescentes atuando de forma irregular no interior do centro comercial.

As informações indicavam que os menores estariam sendo submetidos à venda ambulante e, em alguns casos, associados à prática de furtos no local.

O caso também foi formalmente comunicado à Polícia Civil pela Comissão de Combate à Violência Infantil da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Durante a diligência, os agentes constataram que os responsáveis permaneciam fora do shopping, enquanto as crianças circulavam sozinhas em outro andar, principalmente na praça de alimentação, área de grande fluxo de pessoas.
Segundo a polícia, não havia qualquer supervisão direta, nem contato visual entre os adultos e os menores. Após a abordagem, foi verificado que os responsáveis sequer acompanhavam a movimentação das crianças.

Conselho tutelar

Diante da situação, as crianças foram imediatamente retiradas do local. Dois menores foram encaminhados ao Conselho Tutelar, por estarem desacompanhados no momento da ação, para avaliação técnica e aplicação das medidas protetivas previstas em lei.

Outras três crianças permaneceram sob a responsabilidade dos próprios genitores, que foram orientados pela equipe policial e encaminhados à rede de apoio socioassistencial do município de Nova Iguaçu, para acompanhamento e adoção das providências necessárias.
Os responsáveis foram conduzidos à delegacia, identificados e autuados com base no artigo 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata de situações de risco decorrentes de ação ou omissão dos pais ou responsáveis.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam, tanto em relação aos crimes de exploração infantil e corrupção de menores, quanto aos furtos registrados no interior do shopping.

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