Artigos Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011, 01:15 - A | A

Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011, 01h:15 - A | A

Como os Tibetanos

Não precisamos de ‘tiranos de aquarela’, que brigam e disputam veleidades e privilégios à sombra dos cofres públicos. A Copa do Mundo em Cuiabá não tem donos... Ela pertence a uma geração de mato-grossenses que quer mostrar ao mundo o seu valor .....

PAULO LEITE

Divulgação

Após a ocupação do Tibet por tropas chinesas, em 1959, o Dhalai Lama, líder político e guia espiritual daquela pequena nação no sopé da cordilheira do Himalaia, empreendeu uma fuga espetacular para a Índia. Muito jovem, ele espantou o mundo com sua fibra e tenacidade, desafiando o poderio militar chinês.

No país que o acolheu, Dhalai Lama organizou um governo no exílio e fundou uma escola para a preservação da religião budista e dos costumes tibetanos, educando as gerações vindouras com a seiva dos ensinamentos milenares de sua gente.

Enquanto isso, no Tibet, os chineses massacraram monges, baniram a religião e transformaram o país. Mesmo assim, os seus habitantes resistiram e encontraram na escola do Dhalai Lama, no exterior, uma maneira pacífica de enfrentar a tirania. Multidões seguiram o guia para a Índia com o propósito de conservar sua identidade ancestral.

Mais de 50 anos depois, o Tibet se modernizou na aparência, mas mantém intacta sua crença nas antigas tradições.

A nação sobrevive na coragem de seus líderes, que, mesmo no exílio, simbolizam a determinação e a confiança deste povo.

Para eles, a nação não é feita de leis ou Estado, mas sim da capacidade ética para tolerar a opressão, da força para preservar a cultura e da dignidade para manter a esperança viva.

Para os tibetanos, o país existe no coração de cada um. A pátria é uma lembrança, um sonho de liberdade... E a imagem do Dhalai Lama, percorrendo o mundo para defender sua causa, é a chama que alimenta a fé na justiça e na soberania deste povo!

Fica a lição para este momento. Cada povo, em sua época, tem desafios a superar. Uns mais dramáticos que os outros. Em nosso caso, a missão é realizar com eficiência e custos razoáveis a Copa do Mundo em Cuiabá em 2014. Nossa gente tem que se unir diante desta tarefa. É preciso vontade, determinação e coragem. Nesta hora, torna-se necessária a presença de uma liderança forte, que inspire e encoraje nossa gente, porque até o evento todos faremos sacrifícios. Não precisamos de ‘tiranos de aquarela’, que brigam e disputam veleidades e privilégios à sombra dos cofres públicos. A Copa não tem donos... Ela pertence a uma geração de mato-grossenses que quer mostrar ao mundo o seu valor.

Altair Junior

CASERNA

Sem alarde, a Justiça rebaixou o Oficial PM Eumar Novacki, ex-chefe da Casa Civil do governo estadual, de coronel para major. O tribunal entendeu que ele não tinha nem interstício e nem merecimento para promoções.

PERFIL

Quando anunciou a extinção da Agecopa aos deputados estaduais, o governador Silval Barbosa garantiu que ainda não havia escolhido o titular da futura Secopa – Secretaria Especial de Acompanhamento das Obras da Copa do Mundo. Poucas horas depois, no mesmo dia, em reunião com os diretores da moribunda agência, ele já anunciou o nome de Eder Moraes para chefiar a nova pasta. Ou Silval é rápido nas decisões ou cauteloso nas informações.

EMPRESÁRIOS

Já perceberam como as principais peças no tabuleiro da sucessão cuiabana têm forte ligação com o mundo corporativo? Dorileo Leal (PMDB) é empresário na área de comunicação, Mauro Mendes (PSB) é industrial e presidente da Fiemt, e o atual prefeito Chico Galindo (PTB) cresceu com o setor educacional privado. Pelo visto, Cuiabá ainda é um bom negócio.

SAÚDE

Mesmo não sendo médico, Lamartine Godoy foi uma escolha certeira do prefeito Chico Galindo para a Secretaria de Saúde de Cuiabá. Ele é discreto e eficiente. Focará seu trabalho na gestão do setor, afastando-se estrategicamente da politicalha que ronda a entidade.

MAIS SAÚDE

Porém, Lamartine precisa livrar-se do entulho deixado pelo prefeito Chico Galindo, que nomeou o antecessor Antonio Pires como consultor da pasta. Pires é um babuíno na cristaleira: arrogante, ranzinza e soberbo.

(*) PAULO LEITE é jornalista e publicitário e colaborador de HiperNoticias.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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