No início do mês de março, a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo 2014 (Secopa) rescindiu o contrato com a referida empresa devido aos atrasos nas construções que alcançavam os 180 dias. A única obra que não estava neste cenário de grande retardo é a trincheira Mário Andreazza com 30 dias em atraso.
As informações estão no Portal de Acompanhamento de Gastos para a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e referem-se às medições realizadas até janeiro de 2013.
O contrato total com a Ster Engenharia gira em torno de R$74 milhões. Isso significa dizer que 32% do acordado já foram pagos.
O valor pode parecer “pouco”, no entanto, se o Governo do Estado priorizasse a edificação de cada uma das obras por vez, o valor pago a Ster daria para custear a construção da Trincheira Santa Rosa e sobraria em caixa, exatos R$1,059 milhões.
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A trincheira tem sido a obra de mobilidade urbana mais lenta em sua execução, conforme o Relatório de Auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). Até agora somente 17% da obra foram construídos enquanto a previsão era de 79%.
Serviços preliminares, drenagem e obras de arte especiais apresentam, respectivamente, 49,71%, 13,04 % e 23,54 % executados e a previsão era de 100%, 80% e 75% de execução, conforme o cronograma.
Mas as piores situações estão nos serviços de terraplanagem, pavimentação, obras complementares e proteção ao meio ambiente. Respectivamente, a expectativa era de 100%, 85%, 90% e 75% das obras já estarem prontas em janeiro.
No entanto, o único serviço que apresenta avanço é a pavimentação com 0,77% construído. Os demais não apresentam nada executado.
Já as trincheiras do Verdão, Jurumirim e Mário Andreazza tem 27,56%, 25,02% e 74,36% das obras executadas. A previsão era de execução superior a 80%.
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Sobre a nova empresa que assume a tarefa de dar continuidade as referidas construções a tempo dos jogos da Copa, a Secopa emitiu nota informando que a substituição da empresa Ster Engenharia não será feita pelas segundas colocadas na licitação, pois as empresas declinaram da opção.
Segundo nota, “o governo analisa agora a viabilidade jurídica de realizar uma contratação emergencial ou fazer novo processo licitatório”.
A definição da escolha será anunciada ainda nesta semana, no entanto o secretário-adjunto de Infraestrutura e Desapropriações, Alysson Sander, informou que neste período está sendo realizadas medições para avaliar o que já foi executado e o que ainda precisa ser feito.
Além disso, as planilhas de valores referentes às obras estão sendo atualizadas para que haja suporte na definição do contrato com nova empresa. “A decisão da nova empresa que assumirá é de responsabilidade no Maurício, mas nós estamos fazendo levantamento e atualizando os valores para subsidiar a definição da nova empresa. Nessa semana já saberemos o que fazer”, finaliza.









