No longa, a atriz interpreta Agnes, a mulher de William Shakespeare (Paul Mescal), em uma trama fictícia que elabora os eventos que poderiam ter levado à criação da peça Hamlet, incluindo a morte precoce de um dos filhos do casal.
Nascida na pequena cidade de Killarney, filha de um gerente de hotel e de uma musicoterapeuta, a artista cresceu em uma casa sem televisão, mas cercada de artes. Começou a carreira em 2008, participando do reality show britânico Id Do Anything, que buscava encontrar uma nova atriz para viver a personagem Nancy no musical Oliver!, no West End, em Londres.
Jessie não conquistou o papel - ela ficou em segundo lugar-, mas acabou sendo encorajada pelos jurados a ingressar na Royal Academy of Dramatic Art, uma das mais prestigiadas escolas de artes dramáticas da Inglaterra (nomes como Anthony Hopkins, Ralph Fiennes e Cynthia Erivo também passaram por lá).
Em 2013 e 2015, ela participou de montagens de A Tempestade e Conto do Inverno, ambas peças de William Shakespeare, antes de ganhar um papel na adaptação de 2016 da BBC do clássico Guerra e Paz, de Liev Tolstói. O ano seguinte trouxe seu primeiro trabalho no cinema: Beast, do cineasta Michael Pearce.
Em 2018, Jessie estrelou As Loucuras de Rose, em que interpreta uma mãe solteira que acaba de sair da prisão e sonha em se tornar uma estrela da música country. Combinando a atuação com suas habilidades musicais, ela recebeu sua primeira indicação ao BAFTA, o "Oscar britânico".
A projeção em Hollywood veio com a participação em Chernobyl, série da HBO que foi sucesso mundial. Depois, esteve em Judy: Muito Além da Arco-Íris (2019) e Estou Pensando em Acabar com Tudo (2020).
Em 2022, a atriz recebeu sua primeira indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, pelo trabalho em A Filha Perdida, filme inspirada pelo livro de Elena Ferrante que marcou a estreia de Maggie Gyllenhaal na direção. No longa, ela vive a versão jovem da protagonista Leda, interpretada também por Olivia Colman.
Antes de Hamnet, Jessie ainda esteve nos filmes Entre Mulheres e Pequenas Cartas Obscenas (2023), além do musical Cabaret, no West End. O papel de Sally Bowles lhe rendeu um Prêmio Laurence Olivier, a maior premiação do teatro britânico.
A jornada premiada da irlandesa apenas cresceu com o filme de Chloé Zhao: ela venceu, até então, o Globo de Ouro, o BAFTA, o Critics Choice e o Actor Awards, chegando ao Oscar como favorita absoluta.
(Com Agência Estado)
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