A geração X, formada por brasileiros entre 45 e 60 anos, é hoje o grupo mais satisfeito com a vida amorosa e sexual no país. O dado faz parte do estudo global Ipsos Love Life Satisfaction 2026, que revela: 67% dos entrevistados dessa faixa etária afirmam estar contentes com seus relacionamentos e experiências afetivas, índice superior ao observado entre Millennials e jovens da Geração Z.
A pesquisa ouviu cerca de mil brasileiros entre 16 e 74 anos. No recorte por estado civil, a satisfação é maior entre casados (83%) do que entre solteiros (70%). Apesar disso, o Brasil ainda apresenta níveis de satisfação abaixo de outros países latino-americanos, indicando que muitos seguem em busca de modelos afetivos mais funcionais.
Especialistas apontam que a maturidade contribui para relações mais estáveis e satisfatórias. Com mais autoconhecimento e clareza de limites, pessoas acima dos 40 tendem a viver o amor com menos pressa e expectativas mais realistas. Históricos de casamentos, separações e mudanças de vida ajudam a definir o que se deseja — e o que não se aceita — em um relacionamento.
A valorização da parceria, do respeito e da compatibilidade de estilo de vida substitui a idealização romântica típica da juventude. A busca deixa de ser por intensidade e passa a ser por vínculos que façam sentido no momento atual.
O estudo também indica maior interesse por relações baseadas em acordos claros e comunicação direta. Esse movimento ajuda a explicar a popularização de formatos alternativos, como o lifestyle sugar, em que expectativas, limites e objetivos são definidos desde o início. Para o especialista Caio Bittencourt, do site MeuPatrocínio, o diferencial está justamente na transparência, que reduz frustrações comuns em relações guiadas por suposições.
A lógica vale para qualquer modelo: monogâmico, aberto ou para quem retoma a vida amorosa após um divórcio. Conversas sobre rotina, finanças, desejo e limites tornam-se centrais para evitar ressentimentos.
Embora 74% dos brasileiros afirmem sentir-se amados e 78% estejam satisfeitos com o relacionamento atual, a satisfação com a vida amorosa e sexual como um todo cai para 59%. A diferença revela que ainda há espaço para melhorias na intimidade.
Especialistas destacam que cuidar do amor próprio, saúde física, autoestima e bem-estar emocional, favorece a abertura ao prazer e fortalece a conexão afetiva.
O avanço de novos modelos afetivos mostra que não há mais um único roteiro para viver o amor. Pessoas maduras tendem a escolher relações alinhadas aos próprios valores, e não às expectativas sociais. Essa autonomia, porém, exige responsabilidade: saber o que se quer, o que não se aceita e como comunicar isso ao outro.
* Com informações do site Alto Astral
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