"Se tem alguma coisa a se falar para alguém que quer ir para esse nosso lado da arte é não desistir. É muito difícil, sempre será difícil", disse o ator à apresentadora Cissa Guimarães na edição que foi ao ar na última terça, 7.
"Eu tive esse privilégio - e nós, né? - de pegar uma época da TV Globo, por exemplo, em que tínhamos contratos mais longos e tudo, mas a realidade de um ator, a questão de trabalho, é muito dura. Isso no mundo inteiro é assim", continuou.
O ator e o restante dos convidados do programa (o casal de empreendedores Victória Cristina e Bruno Marcelino, o modelo Nil Marinho e o jornalista e antropólogo Ernesto Xavier) discutiram como, muitas vezes, os atores precisam esperar entre um projeto e outro para conseguirem trabalho ou financiam as próprias produções.
"O que você está dizendo é muito importante porque quando você está na TV Globo, é uma coisa certa, você tem uma obra certa para fazer lá. Quando você faz teatro, primeiro que o dinheiro é menor", argumentou Cissa Guimarães.
Celulari, então, completou: "Mas também o audiovisual hoje está muito difícil, porque esses contratos que sempre existiram, os mais longos, estão mais raros agora. Então, o mercado está mais aberto. Então, é não desistir e seguir em frente."
O ator estreia a peça O Beijo no Asfalto, clássico de Nelson Rodrigues, no dia 16 de julho no Teatro Glaucio Gill, no Rio de Janeiro, ao lado de Eduardo Sterblitch e Luísa Arraes.
(Com Agência Estado)
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