Uma entrevista coletiva marcada de última hora causou furor no meio jornalístico nesta terça-feira (03). Esperava-se que o governador do Estado, Silval Barbosa (PMDB), romperia o silêncio, comentaria as acusações que pesam sobre seus ombros por conta da Operação Ararath. Nas redes sociais comentários davam conta de sua suposta renúncia. No entanto, o chefe do Executivo evitou se aprofundar sobre a quinta fase da ação, que culminou em busca em apreensão em seu apartamento sua detenção por agentes federais em crime de porte ilegal de arma.
Diante da cópia de uma nota promissória no valor de R$ 702 mil, assinada em seu nome, para o delator do caso, o empresário Gercio Marcelino Mendonça Junior – o Junior Mendonça, dono da Global Factoring e da rede de postos Amazônia Petróleo. Silval não quis dar maiores detalhes, por conta do sigilo da operação decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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Conforme Silval, Junior Mendonça é uma figura pública do Estado em que todos os empresários o tinham como um banco. No entanto, o governador não confirmou que tenha pegado empréstimo com o empresário. “Eu estou sob sigilo do STF. Tudo que foi levantado e colocado vai ser perfeitamente respondido dentro do que determina a lei no processo”, diz. O governador também tratou de negar que renunciaria ao mandato, por conta da operação.
EDER MORAES
Sobre o ex-secretário Eder Moraes (PMDB), um dos homens fortes de seu governo e que foi preso nesta quinta fase da operação, o governador não se diz decepcionado com a atuação de ex-subordinado. Conforme a delação premiada de Junior Mendonça, Eder agia em nome de Silval e do ex-governador Blairo Maggi (PR).
O peemedebista destaca que Eder não tinha o poder de falar em seu nome e destaca que cada um pode falar em seu nome. “Ninguém fala por mim. Secretário é secretário, ele cuida da gestão na Pasta”, afirma.
ARMA
O governador destaca que não vai tolerar abuso nas ações inerentes à operação. Afirma que não poderia ter sido preso no último dia 20, após ter uma pistola com registro vencido, encontrada em seu apartamento, durante a busca e apreensão da PF.
Silval afirma que foi à sede da PF para prestar esclarecimentos sobre o caso, mas que naquele momento o delegado deu voz e prisão e em seguida arbitrou fiança de R$ 100 mil para a liberação. O governador destaca que o valor foi pago, mas contesta a decisão da PF, uma vez que o cargo que ocupa tem prerrogativa de foro e poderia responder somente o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
IMAGEM NEGATIVA
Silval tenta reverter à imagem negativa da operação. O governador estava recluso há 15 dias, por conta da Ararath. Hoje, o governador reuniu com os representantes dos outros Poderes e do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Silval afirma que buscou transmitir a tranquilidade da gestão.
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Ourives 04/06/2014
O governador veio a público esclarecer a situação, sendo assim fez a sua versão. Quanto ao Zé da Silva, creio que deve respeitar melhor a religião evangélica,pois sitar religião aqui não tem nada haver, inclusive temos liberdade de ter nossa religião, segundo o artigo 5.º da CF/88. Cuidado com a discriminação!
Zé da Silva 04/06/2014
E ainda posa de protestante (crente, evangélico) essa figura!
joão bruno gonçalo souza 04/06/2014
Não falou nada em governador so enrolou e jogou a culpa para o Eder de Moraes!! Uma vergonha sua atitude faltou com a verdade, mas quem menti mata e rouba. Que é o caso!!!!
Renan 03/06/2014
E o Mauro Mendes que confessou 3,4 milhões. Esse MAuro não termina seu mandato.
M. Mattos 03/06/2014
Senhor Governador. Não tente superestimar a ignorância alheia, Pega muito mal.
5 comentários